Beatriz observou a mão grande estendida à sua frente, ficou desnorteada por um instante e logo a segurou.
Em seguida, Maurício a levantou, e Beatriz voltou a si apenas após sair do chão e falou: — Desculpe, Sr. Drumond. Esse vestido era muito pequeno, posso escolher outro?
Maurício retornou com a expressão sorridente. Ele levantou as sobrancelhas e deu um sorriso. — À vontade.
Beatriz suspirou e entrou no provador de novo. Escolheu um vestido tradicional elegante amarelo e vestiu a roupa.
Diante do espelho, os pés pararam, a imagem mostrada passava uma sensação esquisita. Ela não lembrava há quanto tempo não vestia uma roupa assim tão brilhante, mas lembrava que, apenas porque Thiago soltou um "eu não gostei", ela começou a rejeitar as roupas e as coisas de que gostava.
Riu da sua própria situação logo depois. Ela não pensava por conta própria naqueles dias.
Felizmente não demorou tanto tempo para perceber.
De trás soou a voz grave de Maurício. — Já trocou?
Beatriz olhou para o lado. Ele já tinha trocado de roupa e vinha do provador VIP. Seu terno preto bem cortado destacava-se, dando-lhe uma presença nobre e ao mesmo tempo remota. Aqueles olhos compridos traziam aquele ar sorridente.
Beatriz fez que sim com a cabeça e continuou. — Sr. Drumond, terminei.
O olhar de Maurício parou nela.
Um vestido tradicional elegante amarelo com um corte perfeito destacou de imediato o corpo e as pernas longas. As flores de cerejeira enfeitadas no vestido eram vagamente visíveis, e tornaram-na parecida com uma flor desabrochando da neve, dando-lhe uma presença delicada e nobre, brilhando no olhar do homem.
Maurício sorriu para ela e a elogiou displicentemente: — Dra. Vaz. Que surpresa adorável.
Beatriz curvou a cabeça em silêncio.
O peso das emoções continuava presente no peito, como uma umidade em suas memórias que permanecia na superfície por muito tempo, imperceptível à vista, mas perfeitamente real na sensação.
Maurício, com seu jeito prático, não insistiu no assunto, apenas virou as costas para seguir adiante e convidá-la a acompanhá-lo. — Vamos.
Beatriz obedeceu calada e o seguiu.
...
O carro estacionou na porta de um edifício de três andares onde a festa seria realizada.
— É de fato o Sr. Drumond. Filha, com alguns minutos de fala com ele, a empresa do seu pai tem a oportunidade de ser restaurada.
As saudações apareciam, muitos desejavam ter essa oportunidade, contudo, acabavam travando com a sua aura opressiva e optavam por recuar e saudá-lo a uma longa distância.
Maurício tornou-se naturalmente o centro do poder em todo o banquete.
Beatriz o acompanhou de perto, mas podia sentir que aqueles olhos também prestavam atenção nela.
Estava ansiosa. Aquela foi a primeira vez que via um banquete desse desde o retorno ao Instituto.
Uma voz no ouvido falou: — Nervosa?
A cabeça virou e seus olhos bateram de frente com aqueles olhos sorridentes.
Ela esticou os cantos dos lábios com um balanço da cabeça que veio com um sorriso para ele e respondeu: — Não. Só estava surpresa. Como é a minha primeira vez, acho que eu vou ser alvo de risadas, Sr. Drumond.
Ele soltou um sorriso bem fraco, parecendo um pouco satisfeito, e sem continuar aquela fala seguiu por dentro do espaço de festa.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Fim da Ilusão: Grávida de Gêmeos de Outro Homem