O corpo de Beatriz parou por inteiro e ela não fez um movimento. Bateu um arrependimento, por não ter trancado.
Achava que Thiago não ia passar ali hoje, mas não foi o que houve. Bobagem dela. Tinha que ter girado a chave antes de mais nada.
Thiago chegou mais perto e colou o nariz perto do cabelo. O cheiro não era o mesmo da Melissa.
A lua cruzava a fresta e iluminava o braço dela do lado de fora da coberta, claro o bastante para quase acender sozinho.
Ele engoliu o que estava na garganta e mudou o olhar. Antes não deu nada, mas Beatriz tinha alguma coisa ali e o corpo respondeu num solavanco.
A mão foi subindo pelo tecido. Bateu no ombro. Deu para notar que ela estava quente, e a resposta veio mais forte nele.
Era casado com ela fazia tempo e não tinha o que falar do corpo dela. Quando ficavam na cama, ele olhava e ficava sem jeito de parar.
Mas ali, a Beatriz tinha um problema: ela era muito passiva. Era um movimento só, com cara amarrada, não gemia nem nada. O tempo foi passando e ele desistiu.
Mas agora a situação não era a mesma, não punha as mãos nela fazia tempo, e a vontade batia na porta.
Ficar longe dava um gosto novo nas coisas. Ele levantou a mão, cada vez mais abusado.
Beatriz abriu os olhos. Ficou com o olhar brilhante na noite escura e fez uma cara azeda.
Vinha causar nojo nela logo depois de sair da cama com a Melissa. Beatriz apertou o que pulava na barriga, virou para o lado como se não percebesse nada e tacou o cotovelo no peito dele, esticando a perna para o empurrar para longe.
Ele voou para o lado e amarrou a testa.
Achou que ela estava acordada, prendeu a respiração para olhar. O peito dela ia e voltava, e os olhos continuavam fechados.
Ele afrouxou o peito. Não quis atrapalhar depois de tudo o que ela tinha passado no dia. Deixou ela dormir.
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