Divórcio?
Namorado?
Antes, ao ouvir isso, Lucas teria achado que Estela estava só tentando provocá-lo.
Mas depois de tudo que tinha acontecido no dia anterior, ele percebeu de repente que talvez nunca a tivesse entendido de verdade.
Ele não sabia quando ela tinha realmente decidido se divorciar.
Nem quando tinha desistido dele e escolhido ficar com outro homem.
O que ele sabia era que não queria se divorciar. Não queria que os dois se afastassem cada vez mais. Não queria que ela o ignorasse. Não queria vê-la com outro homem.
Talvez o que Lírio disse ontem fosse verdade.
Talvez aquilo fosse mais uma armadilha de Estela para fazê-lo ficar.
Mas ele admitia que, dessa vez, parecia disposto a entrar na armadilha por vontade própria.
Lucas engoliu a raiva e disse, com certo cansaço:
— Vamos supor que tudo o que você disse esteja certo. Eu não vim hoje por causa das ações do Grupo Farias, nem por causa do testamento.
— Então veio por quê? — Perguntou Estela.
Além disso, parecia que não havia mais nada entre eles para conversar.
Lucas não respondeu. Estendeu a mão e tentou empurrar a porta para entrar.
Estela apoiou o pé e não deixou.
A recusa direta fez a pálpebra de Lucas tremer.
— Tem alguém aí dentro? — Ele perguntou.
Estela ignorou a pergunta:
— Ter ou não ter alguém não é motivo para você entrar. Não esqueça, nós já nos divorciamos. Você e eu não temos mais nenhuma relação.
— Eu não quero me divorciar.
Assim que ela terminou de falar, ele disse isso.
O tom era firme:
— Eu já sei sobre o acidente de carro de um mês atrás, sobre a perda do bebê e sobre você ter sido expulsa do hospital. Se você quer se divorciar por causa disso, eu posso pedir desculpa e compensar você.
— Mas casamento é coisa de duas pessoas. Eu não sabia de nada sobre o divórcio. Você decidiu sozinha. Eu não concordo e não aceito.
Estela ficou em silêncio, olhando para ele.
Depois de alguns segundos, soltou uma risada:
— Tudo bem. Eu te dou a chance de compensar.
Ao perceber que ela tinha cedido, a expressão de Lucas suavizou um pouco:
— Fala.
Estela não voltou a pensar nele.
Ela se lavou, trocou de roupa.
Achou que Lucas já teria ido embora. Mas, quando abriu a porta de novo, ele ainda estava ali.
Lucas não mencionou o assunto de antes. Pegou a bolsa da mão dela com naturalidade e disse em voz baixa:
— Eu te levo para a empresa.
— Não precisa. — Disse Estela. — Eu mesma vou dirigir.
— Seu carro não está aí. Foi para a oficina. — Disse Lucas.
Estela franziu a testa.
— O motor estava com problema. Da última vez, parece que não consertaram direito. Se continuar usando, pode dar problema. — Lucas fez uma pausa. — Daqui a dois dias eu te dou um carro novo.
Ao ouvir isso, Estela achou irônico.
Sim, para ele era fácil oferecer algo valioso.
Mas havia uma condição, precisava ser ele quem oferecia, não ela quem pedia.
— Não precisa. — Estela tirou a bolsa da mão dele. — Sem carro, eu posso chamar um táxi, posso pegar ônibus. Se for preciso, eu vou a pé.
— Guarde sua generosidade para quem realmente precisa dela.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Dia em que Ele Aprende a Te Perder
Que estranho, findaram o romance sem concluir o enredo, na verdade, simplesmente não deram continuidade, deixando várias situações sem desfecho...
N chega ao fim estes romances? Acaba se tornando maçante....