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O Dia em que Ele Aprende a Te Perder romance Capítulo 217

Ao ouvir isso, mesmo querendo insistir, Estela só pôde desistir da ideia.

Evandro estava certo.

Se saísse de Cidade N e encontrasse Daniel, talvez não ajudasse em nada e ainda atrapalhasse.

Vendo que ela tinha se acalmado, Evandro disse:

— Sobe primeiro. Cuida de você. Se Helena te visse assim, também ficaria mal.

Só então Estela percebeu os ferimentos no corpo e sentiu a dor.

Evandro a levou para cima e tratou dos machucados.

Quando ele se levantou para sair, a ponta da camisa foi puxada.

Evandro abaixou o olhar e viu Estela recolher a mão, inquieta.

— Desculpa. — Ela disse. — Naquela época, sobre a Helena... se eu tivesse sido um pouco mais corajosa...

Antes que ela terminasse, Evandro falou com voz suave:

— Aquilo nunca foi culpa sua. Você já fez o melhor que podia.

Ela ainda não tinha superado a dor de perder a mãe e já estava sendo atacada pela família Lacerda e pela opinião pública por causa do testamento. Mesmo naquela situação, precisou suportar a pressão e elaborar um plano cuidadoso para ajudar Helena a fugir dos olhos de Daniel.

Naquela época, Estela deve ter sofrido muito.

Ele se inclinou e ajeitou levemente o cabelo bagunçado da testa dela, colocando-o atrás da orelha:

— Estela, quem deveria pedir desculpa sou eu.

Se naquele tempo ele tivesse dado mais atenção a ela e a Helena e percebido algo errado antes, talvez ela não tivesse passado por tanta dor.

Evandro ainda a consolou em voz baixa por mais um tempo, até ter certeza de que ela estava estável, e então foi embora.

Naquela noite, Estela dormiu inquieta.

Quando fechava os olhos, via ora o rosto pálido de Helena, sem cor alguma.

Ora via Helena coberta de sangue.

Em outro momento, viu Helena completamente molhada, olhando para ela com os olhos vazios:

— Estela, você precisa continuar sendo feliz. Eu vou embora primeiro.

— Não vai!

Ela acordou do sonho com um grito, o corpo inteiro encharcado de suor.

Ainda bem que tinha sido só um sonho.

Mas, desde o fim do banquete até ela ir dormir, não recebeu nenhuma mensagem dele.

Não imaginava que ele apareceria logo cedo.

Ao ouvir aquilo, a irritação de Lucas subiu, e ele soltou um riso frio:

— Não tem tempo para falar comigo? Mas tem tempo para ficar aqui esperando amante?

Quando ela abriu a porta, foi rápida.

Mas ao ver que era ele, disse que não tinha tempo.

Ele abaixou o olhar para o jeito como ela estava.

Provavelmente tinha acabado de acordar. O cabelo estava um pouco bagunçado, e ela vestia um pijama solto.

O rosto claro estava sem maquiagem, mas a pele dela era boa. Mesmo ao natural, quase não havia diferença em relação a quando estava maquiada.

Sem perceber, Lucas sentiu que, naquele momento, ela parecia menos distante do que nos últimos tempos, havia algo mais próximo.

No instante seguinte, Estela percebeu a ironia nas palavras dele e respondeu:

— Não é amante. Nós já nos divorciamos. Então, mesmo que eu esteja com outro homem, ele é meu namorado, e isso é algo assumido.

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