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O Dia em que Ele Aprende a Te Perder romance Capítulo 129

Gente do mesmo tipo acaba andando junto.

Um vaso vazio e um copo não ficam juntos sobre a mesa de jantar.

Com base no algoritmo original, Estela acrescentou a ideia de dividir por áreas.

Só já de madrugada, depois de importar o novo algoritmo para o braço mecânico e testar mais duas vezes, ela constatou que, comparado ao início, a taxa de acerto realmente tinha aumentado bastante.

Ainda assim, precisava melhorar.

Não se resolve tudo de uma vez. Também não dava para ter pressa.

Estela massageou o ombro dolorido, organizou o que tinha usado no laboratório e voltou para a área dos escritórios.

As flores que Rafael tinha mandado naquele dia, como todo mundo tinha gostado, ela acabou dividindo. Vendo que ainda restava uma pequena parte, foi até o depósito, pegou um vaso e decidiu colocar as flores sobre a mesa.

Ela tinha estudado arranjos florais por um tempo e gostava dessas coisas que agradam aos olhos.

— Você ainda não foi embora?

Nesse momento, a voz de Evandro veio atrás dela.

Estela se virou, surpresa ao vê-lo ali.

— Você ainda está aqui?

Evandro não respondeu. O olhar dele pousou no vaso ao lado da mão dela, depois nas rosas. A voz saiu um pouco áspera.

— São bonitas.

— Foi um presente. — Disse Estela.

Evandro ficou em silêncio.

A empresa inteira já estava comentando que o namorado dela tinha mandado flores, além de um conjunto completo de joias, e que ela tinha aceitado.

Ontem ele tinha se encontrado com Lucas e tinha visto com os próprios olhos a postura de Estela.

Ele acreditava que ela não voltaria atrás.

Mas, ao vê-la de bom humor diante das flores, ainda assim sentiu o coração inquieto.

— Já terminei aqui. Vamos embora juntos? — Perguntou Estela, depois de encaixar a última flor.

O semblante dela estava leve e tranquilo.

Como se aquelas flores fossem apenas flores, sem significado extra.

Evandro achou que provavelmente estava pensando demais.

Ele afastou aquela ideia.

— Vamos.

Estela voltou para o condomínio no carro de Evandro. Conversavam sobre trabalho enquanto caminhavam para dentro do prédio. Quando ela estava prestes a entrar, ouviu a voz de Lucas.

— Estela!

— Não percebeu? Ou foi de propósito?

Ele sentiu o cheiro do perfume nela.

Era perfume masculino.

O perfume de Evandro?

Se não tivesse ficado muito tempo num espaço fechado com alguém, o cheiro não grudaria assim.

Então, nas horas em que não atendeu o telefone, ela esteve o tempo todo com Evandro?

Lucas riu de raiva.

Ele tinha separado tempo naquele dia, ficou esperando ali por duas ou três horas, e ela estava em encontro com outro homem?

Lucas não conseguiu se conter e questionou:

— Você faz ideia de quanto tempo eu fiquei aqui te esperando?

Estela achou estranho.

— Então você ficou me esperando. Mas para quê?

Os lábios finos de Lucas se entreabriram. Parecia que ia dizer algo. Eles se moveram, mas no fim ele apenas os pressionou e se virou.

— Entra no carro.

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