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O Dia em que Ele Aprende a Te Perder romance Capítulo 119

Jéssica segurou a mão de Lara com ansiedade e a examinou:

— Lara, já está tão tarde. Por que você veio? Aconteceu alguma coisa?

Lara ainda estava com a imagem do olhar decepcionado que Jéssica tinha lançado quando abriu a porta. Sentiu um aperto no peito.

Ela não respondeu.

— Não aconteceu nada. Ela vai dormir aqui na mansão esta noite. — Estela explicou em tom calmo.

— Ah, entendi. — Jéssica soltou o ar e sorriu, envolvendo os ombros de Lara.

Os sentimentos de uma garota jovem sempre apareciam no rosto. Jéssica percebeu a tristeza dela e explicou:

— O Lucas não deu notícia o dia inteiro. E você apareceu de repente. Eu achei que tivesse acontecido alguma coisa com ele, por isso fiquei nervosa agora há pouco.

Ao ouvir isso, o nó no peito de Lara afrouxou um pouco.

— Então era isso... Eu achei que você tinha ficado chateada por me ver. — Lara disse, magoada.

— Como assim? — Jéssica a abraçou e sorriu. — Eu fico feliz quando te vejo. Eu só estava preocupada com o Lucas.

Com isso, o mal-entendido de Lara se desfez. Ela voltou ao humor de antes e disse, tentando tranquilizá-la:

— Não precisa se preocupar. Meu irmão já passou a noite fora muitas vezes. Não tem nada a ver com você. É que ele não quer ver outra pessoa.

Enquanto falava, lançou um olhar significativo na direção de Estela.

Estela fingiu não perceber.

Depois de deixar Lara ali, ela não ficou mais. Virou-se e se preparou para sair.

Vendo isso, Lara estranhou:

— Ei, para onde você vai?

Estela não respondeu.

Jéssica explicou ao lado:

— A Estela já se mudou daqui.

Lara não sabia que Estela tinha saído da mansão.

Ao ouvir aquilo, ficou surpresa:

— Quando isso aconteceu? E para onde ela foi? Voltou para a casa da família Silveira?

Ela se lembrava de que a família Silveira não gostava de Estela. Eles quase tinham rompido de vez.

Vendo a pressa na voz dela, Jéssica brincou:

Lucas estava sentado bem no centro do sofá, braços cruzados sobre o peito, o corpo levemente inclinado para trás, apoiado no encosto. As pernas longas e retas estavam apoiadas na mesa de centro, como se ele estivesse esperando por ela.

Ela não estranhou que Lucas tivesse conseguido descobrir o endereço.

Mas o rosto dele estava fechado, a expressão fria. Ele claramente não estava de bom humor.

Por que, em vez de voltar para casa, ele tinha vindo ali?

Estela passou rapidamente o dia na cabeça e confirmou que não tinha provocado ele em nada.

— O que você está fazendo aqui? — Depois de pensar, ela criou coragem e se aproximou.

Lucas olhou para o semblante calmo dela e sentiu algo travar na garganta.

Por fim, soltou o ar profundamente:

— Hoje eu fui ao cemitério. Vi a lápide da criança.

Estela ficou parada por um instante. Depois assentiu:

— Ah.

A forma como respondeu era tão natural quanto se estivesse comentando o que tinha comido no almoço. No rosto dela não havia o menor traço de dor.

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