Cale caiu de joelhos diante dele.
— Estou aqui. A ajuda está a caminho. Eu já organizei...
Gavin Devereux balançou a cabeça, um sorriso fraco se formando em seus lábios. Sangue escorreu pelo canto de sua boca, mas ele não deu importância.
— É tarde demais. — Disse baixinho. — Não podemos salvar tudo.
Cale balançou a cabeça.
— Ainda há um jeito...
— Não.
A voz era fraca, mas firme.
— Escute-me, Kai Devereux. Meu filho orgulhoso.
Cale ficou em silêncio.
— Proteja minha filha mais nova.
As palavras eram suaves, mas mais pesadas do que qualquer coisa que ele já tivesse ouvido.
— Ela é a única herdeira.
A mão do velho tremia ao procurar o braço de Cale, segurando-o com a pouca força que ainda lhe restava.
— Proteja-a com sua vida.
Cale assentiu sem hesitar. Segurou com firmeza a mão manchada de sangue.
— Eu vou, mestre Devereux. Juro que vou.
O olhar do velho se suavizou.
— Eu sei.
Aquele sorriso fraco apareceu outra vez.
— Você é o único em quem posso confiar.
Ele puxou uma longa respiração, como se reunisse o último resto de força.
— Dou a vocês minha bênção... Como marido e mulher.
O mundo pareceu parar.
Cale congelou, encarando-o em descrença. As palavras não faziam sentido, mas, dentro do sonho, pareciam reais demais para serem rejeitadas.
O aperto em seu braço enfraqueceu, escorregando lentamente até desaparecer. A mão caiu mole, sem vida. O sorriso sumiu quando os olhos do velho se fecharam, deixando Cale sozinho em um silêncio vasto e vazio.
E com uma promessa que jamais poderia quebrar.
A escuridão engoliu tudo.
Cale acordou com uma respiração brusca, o peito subindo e descendo rapidamente. O suor umedecia suas têmporas. Por um momento, não se moveu. Apenas encarou à frente, tentando se convencer de que aquilo que acabara de viver não passava de um sonho.
Ao lado dele, Lydia se mexeu. Seus olhos se abriram, percebendo imediatamente que havia algo errado.
— Cale? — Sua voz era suave, mas tingida de preocupação. — O que foi?
Ele se virou para ela, a expressão já sob controle, embora sua respiração ainda não estivesse totalmente estável.
— Nada. — Disse, de forma curta. — Só acordei.
— Foi... Um pesadelo?
Cale forçou calma em seu tom.
— Não, meu amor.
Ele se inclinou e depositou um beijo gentil na testa dela.
— Eu te acordei? Volte a dormir.
Lydia se ergueu um pouco, apoiando-se em um braço. Estudou o rosto dele por mais tempo do que o normal.
— Você não me incomodou. Mas... Está tudo bem?
— Sim.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Arrependimento Dele - Ex-Marido Me Quer de Volta
Tô super indignada cm esse livro. Nossa cm pode o cara tratou ela cm um ND . Aí ela encontrou um homem pra dar TD o q o outro não fez. E aí a autora decidiu matar o homem q a ajudou a se sentir viva e colocar novamente o daven . Como pode o chese morrer pra q daven fosse feliz novamente . Nossa eu nka li um livro e sentir tanta repulsa. Pq o devendo mereceu felicidade enquanto q foi suporte e afeto teve q morrer. Nossa tô frustrada de verdd...