— Acho que você foi um pouco duro demais com Naomi, Cale. — Disse Lydia, sentando-se ao lado dele.
Ele retirou os óculos devagar. O sorriso discreto que veio em seguida era destinado apenas a ela, sua mão se estendendo para puxá-la para mais perto.
— Ela precisa entender com que tipo de homem está lidando.
— Mesmo assim.
Lydia soltou uma respiração suave e se recostou confortavelmente no ombro dele.
— Amanhã, devemos tentar uma abordagem mais gentil.
Cale sorriu de leve e depositou um beijo suave no topo da cabeça dela.
— Você cuida disso. Acho que ela escuta mas você.
Lydia riu.
— Sinto como se fosse uma mediadora entre dois irmãos brigando.
— Chame como quiser.
No segundo seguinte, Cale a puxou para seus braços. Lydia soltou um som surpreso, então riu, deixando que ele fizesse como quisesse. O calor daquele momento suavizou tudo até que, por fim, eles adormeceram. O cansaço que pesava sobre Cale o puxou rapidamente para baixo, sua consciência cedendo sem resistência. E, enquanto isso acontecia, algo enterrado havia muito tempo começou a emergir.
Ele estava parado em um pátio amplo e aberto.
O ar era quente, carregado pelo cheiro de grama recém-cortada e pelo sussurro suave do vento passando por ela. O lugar parecia desconhecido, mas estranhamente íntimo. Como se ele tivesse passado muito tempo ali um dia, apenas para esquecê-lo em algum ponto do caminho.
A luz do sol caía gentilmente ao seu redor, banhando tudo com um brilho calmo e pacífico. Cale estreitou os olhos contra a claridade. Então, não muito à frente, uma garotinha apareceu.
Ela não devia ter mais de cinco ou seis anos. Seus cabelos eram negros, lisos, cuidadosamente presos para trás. Suas bochechas eram redondas, inflando levemente quando sorria. Mas o que mais se destacava eram seus olhos.
Claros.
Puros.
E, ainda assim, não completamente vazios.
Havia algo neles, algo que fazia Cale sentir como se estivesse sendo observado, estudado mais profundamente do que um simples olhar permitiria.
Ele franziu ligeiramente a testa.
— Quem é você? — Perguntou.
A garotinha não respondeu. Apenas caminhou em sua direção, seus passos leves, quase sem som. Quando sua mão tocou os dedos dele, o calor pareceu inegavelmente real.
— Você está atrasado, Kai. — Disse ela baixinho.
Cale olhou para ela, confuso.
— Atrasado para quê?
Ela não explicou. Em vez disso, ergueu o rosto, encontrando diretamente o olhar dele.
— Você vai me proteger, não vai?
A pergunta veio sem contexto, mas algo dentro dele respondeu sem hesitação.
— Claro.
A resposta pareceu natural, como se sempre tivesse sido seu dever.
E então o mundo ao redor dele mudou.
A luz escureceu. O calor no ar ficou mais denso, mais pesado. O sussurro gentil do vento se retorceu em algo mais afiado, quase como um grito.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Arrependimento Dele - Ex-Marido Me Quer de Volta
Tô super indignada cm esse livro. Nossa cm pode o cara tratou ela cm um ND . Aí ela encontrou um homem pra dar TD o q o outro não fez. E aí a autora decidiu matar o homem q a ajudou a se sentir viva e colocar novamente o daven . Como pode o chese morrer pra q daven fosse feliz novamente . Nossa eu nka li um livro e sentir tanta repulsa. Pq o devendo mereceu felicidade enquanto q foi suporte e afeto teve q morrer. Nossa tô frustrada de verdd...