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O Arrependimento Dele - Ex-Marido Me Quer de Volta romance Capítulo 413

— Cuidem dele. Me avisem quando recuperar a consciência. — Disse Cale com calma.

Oscar estava inconsciente no chão; sangue seco se acumulava no canto de sua boca. O taco de beisebol havia sido devolvido ao canto da sala, como se nunca tivesse sido usado. E Cale, de pé, ajustando o punho da camisa com movimentos tranquilos, estava composto demais para alguém que acabou de atingir a cabeça de outro homem sem hesitar.

Um segurança arrastou Oscar para longe, sem se preocupar se o corpo dele raspava no chão. A ordem para tratá-lo foi cumprida de imediato, mas não em um hospital. Apenas cuidados básicos. Cale detestava quando alguém em suas mãos era levado às pressas para um hospital antes que ele tivesse realmente terminado de deixar claro seu recado.

Daven observou de longe.

Uma longa pausa se estendeu entre eles antes que ele finalmente falasse.

— Você...

Daven parou, escolhendo as palavras com cuidado.

— O que você fez agora foi perigoso.

Cale lançou um breve olhar para ele, então voltou os olhos para o lugar onde Oscar esteve.

— Foi... — Respondeu com leveza. — Foi exatamente por isso que deixei minhas emoções entrarem em cena. Pessoas como ele precisam pensar que perdi o controle.

— O jeito como você o interrogou. — Continuou Daven, balançando a cabeça em incredulidade. — Não foi normal.

Cale sorriu de leve, mas sem calor.

— Eu não jogo limpo quando meu adversário não joga com honestidade.

Ele deu alguns passos e parou ao lado da mesa.

— Às vezes, as mãos precisam se sujar. Para que a mensagem seja entendida.

— Que mensagem? — Perguntou Daven.

— Que lidar comigo sempre traz consequências. — Respondeu Cale sem hesitar. — E as pessoas por trás de Oscar vão aprender isso em breve. Seja por meio dele, seja pelo silêncio repentino dele.

Daven expirou suavemente.

— Sabe... — Disse, quase para si mesmo. — Momentos como este me fazem perceber uma coisa.

Cale ergueu uma sobrancelha.

— O quê?

— Sou grato por você estar do meu lado. — Disse Daven com honestidade. — E não do outro.

Pela primeira vez desde antes, Cale riu. Uma risada curta, fácil, quase como se tivesse ouvido uma piada inofensiva.

— Relaxe. — Disse, enquanto caminhava até a janela de vidro. — Enquanto estivermos do mesmo lado, não vou mirar meus golpes em você.

Ele mal havia parado perto da janela quando o celular vibrou pela terceira vez.

A tarde ainda não havia terminado, mas o nome de Erick apareceu na tela.

Cale atendeu sem voltar a se sentar.

— Fale.

A voz de Erick do outro lado soava diferente do habitual.

— Sr. Cale... Encontrei algo. E isto...

Ele fez uma pausa, puxando o ar.

— Isto é muito maior do que imaginamos no início.

A mandíbula de Cale se contraiu. Ele não respondeu imediatamente. Seu olhar permaneceu fixo na vista do lado de fora da janela, mas seu foco já havia mudado por completo.

— Vá direto ao ponto.

— O incidente no cemitério foi proposital.

— O incidente no cemitério? — Cale se endireitou. — O que quer dizer?

— Em relação à Sra. Riana.

— E, com base no ângulo de descida, Eli não era o alvo original.

Cale se virou bruscamente para a sala, embora Erick não pudesse vê-lo.

— O alvo era minha mãe?

— Sim, senhor.

Um breve silêncio cortou a linha. Tudo que Cale conseguia ouvir era o zumbido do ar condicionado.

— Continue. — Disse por fim.

— Depois disso, demos continuidade a vários outros pontos conforme o senhor havia instruído antes. — Disse Erick. — No começo, era apenas uma precaução. Mas o padrão ficou mais claro. Meus movimentos ainda estão limitados, porém.

— Que tipo de padrão?

— Começando pelo acidente da Sra. Kate Callister. — Disse Erick em voz baixa, como se apenas pronunciar aquele nome tivesse peso. — Reabrimos o relatório antigo. Havia testemunhas que foram eliminadas. E uma delas... Reapareceu. O homem condenado no acidente fatal também participou da organização dele.

Os olhos de Cale se arregalaram em descrença. Sua impaciência se afiou.

— E?

— O depoimento dele afirma que havia outro veículo na cena antes do acidente. Um veículo que nunca foi registrado no relatório inicial. Na época, foi considerado irrelevante. Agora... Não é. Minha equipe e eu estamos coletando provas, muito além de uma simples confissão.

— Quem enterrou o relatório?

— Quando a sentença foi proferida, o culpado foi condenado apenas com base em depoimentos e em uma análise da cena do crime que já havia sido filtrada seletivamente. Mas os fios estão cada vez mais consistentes com outros incidentes ao nosso redor, senhor. A cadeia de segurança foi comprometida por dentro.

Cale soltou uma risada curta, sem humor.

— Incrível. Quem planejou isso é perturbadoramente inteligente.

— E não termina aí... — Acrescentou Erick depressa, como se soubesse que Cale ainda não estava pronto para conclusões. — O caso Nora também não foi isolado. Como o senhor pediu, continuamos investigando como aquele acidente aconteceu, e tudo leva aos mesmos operadores de campo.

— Mãos contratadas?

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