Eles desceram até o andar inferior.
O corredor que levava à sala de interrogatório estava assustadoramente silencioso. Luzes brancas brilhavam de forma constante no teto, lançando sombras nítidas pelas paredes. Diante da porta de aço, Arsen parou.
— Devo entrar? — Perguntou.
Daven balançou a cabeça.
— Não. Fique no escritório e observe qualquer movimentação necessária. Se Bret fizer algum movimento, quero ser o primeiro a saber.
Arsen assentiu.
— Entendido, Sr. Daven.
A porta se abriu.
Oscar estava sentado na cadeira, o rosto pálido, uma faixa fina ainda envolvendo sua têmpora. Ele ergueu a cabeça quando Daven entrou, então congelou ao ver Cale atrás dele.
Cale sorriu.
Não era um sorriso amigável. Era o tipo de sorriso que fazia o estômago se revirar.
— Como vai, Oscar?
Oscar engoliu em seco.
— C como você está aqui?
Daven franziu a testa.
— Você o conhece? — Perguntou a Cale.
Cale deu de ombros.
— No começo, pensei que não fosse o Oscar que eu conhecia. Acontece que...
Ele sorriu de leve.
— O mundo é pequeno, não é?
— Eu... Eu já falei com o Sr. Daven. — Gaguejou Oscar.
Ele se mexeu na cadeira, como se procurasse uma saída que claramente não existia. Com Daven e Cale dentro da sala, e a segurança posicionada do lado de fora, escapar era impossível.
— Eu sei. — Disse Cale com leveza, puxando uma cadeira e se sentando diretamente diante de Oscar. — É exatamente por isso que estou aqui.
Daven se encostou na parede, deixando Cale conduzir. Confiava nele para isso.
Completamente.
— Você parece melhor. — Acrescentou Cale. — Isso significa que ainda tem energia para mais uma conversa.
Oscar balançou a cabeça depressa.
— Eu já disse tudo.
— Ainda não. — Respondeu Cale, gentil. — Você só nos contou quem pagou. Essa não é a história inteira, Oscar. E você sabe que eu não gosto de meias verdades.
Oscar ficou em silêncio.
Não conseguia se obrigar a olhar para Cale. Seu corpo tremia de medo.
— O que Bret prometeu a você? — Daven perguntou por fim, sentando-se ao lado de Cale.
Oscar expirou pesadamente.
— Proteção.
Cale soltou uma risada baixa.
— Clássico.
— Ele disse... — Continuou Oscar, a voz trêmula. — Que, se eu fizesse meu trabalho, meu nome seria limpo. Ninguém encostaria em mim.
— E você acreditou nele? — Perguntou Daven.
— Eu não tive escolha. — Respondeu Oscar em voz baixa.
Cale se recostou.
— Todo mundo tem escolha. Você só escolheu a mais fácil.
Oscar abaixou a cabeça.
— Ouça com atenção. — Disse Cale, a voz baixa. — Bret não vai proteger você. Ele nunca protege ninguém além de si mesmo.
Oscar ergueu os olhos.
— Eu sei disso agora.
— Ótimo. — Disse Cale. — Porque agora suas escolhas mudaram.
— O que quer dizer? — Perguntou Oscar, o pânico entrando em sua voz.
Daven se levantou pela metade por instinto, o choque evidente em seu olhar. Não pela violência em si, pois ele já viu o bastante do lado mais sombrio do mundo dos negócios, mas pela rapidez com que Cale agiu, sem hesitação, sem contenção.
— Cale...
A voz de Daven falhou.
Cale abaixou o taco devagar.
Sua mão não tremia. Sua respiração estava estável, como se o que acabou de fazer não fosse um acesso de raiva, mas um movimento calculado.
Ele olhou para o corpo imóvel de Oscar, então limpou uma gota de sangue do punho da camisa com uma expressão vazia.
— Ele não é alguém em quem se possa confiar. — Disse Cale por fim.
Seu tom era calmo, quase frio.
— Gente como ele não fala por lealdade. Fala porque quer trocar uma traição pela próxima.
Daven estudou o rosto do amigo, tentando ler o que não foi dito.
— Você não quer ouvir a confissão dele?
Cale balançou a cabeça devagar.
— Não há necessidade.
Ele caminhou até a mesa e colocou o taco de beisebol sobre ela como se não fosse nada.
— Haverá movimentação em breve. As pessoas que perderam contato com Oscar não vão ficar quietas. Vão começar a procurar. E, quando se moverem, essa será nossa resposta.
Daven ficou em silêncio.
Ele entendia o que Cale queria dizer.
As pessoas por trás de Oscar entrariam em pânico. Cometeriam erros. E esses erros seriam muito mais honestos do que qualquer confissão de alguém que passou a vida mentindo.
— Então deixamos que venham até nós? — Perguntou Daven em voz baixa.
Cale se virou, encontrando seu olhar de frente.
— Não estamos esperando confissões. — Disse. — Estamos esperando para ver quem se sente ameaçado.
Seus olhos voltaram para o corpo inconsciente de Oscar.
— E acredite... Eles não vão demorar.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Arrependimento Dele - Ex-Marido Me Quer de Volta
Tô super indignada cm esse livro. Nossa cm pode o cara tratou ela cm um ND . Aí ela encontrou um homem pra dar TD o q o outro não fez. E aí a autora decidiu matar o homem q a ajudou a se sentir viva e colocar novamente o daven . Como pode o chese morrer pra q daven fosse feliz novamente . Nossa eu nka li um livro e sentir tanta repulsa. Pq o devendo mereceu felicidade enquanto q foi suporte e afeto teve q morrer. Nossa tô frustrada de verdd...