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O Arrependimento Dele - Ex-Marido Me Quer de Volta romance Capítulo 336

— Calma aí, Lydia. Você não está correndo uma maratona. — Chamou Cale atrás dela, meio rindo enquanto a observava caminhar com cuidado, apoiada na bengala.

— Não preciso de um personal trainer comentando cada passo que dou.

— Não estou comentando. Estou lembrando.

— Qual é a diferença?

— A minha versão soa mais educada.

Lydia virou-se para ele com uma expressão meio irritada.

— Sabe, Cale? Às vezes acho que você vem aqui só para me irritar.

— Isso é um bônus. — Respondeu ele casualmente. — O verdadeiro motivo de eu estar aqui é garantir que você não caia.

— Eu consigo manter o equilíbrio muito bem.

— Sim, depois de dois meses comigo segurando você toda vez que quase beijava o chão.

Lydia soltou um pequeno bufo, embora os cantos de seus lábios se erguessem de leve.

— Você adora se gabar, não é?

— Eu chamo isso de declarar fatos.

— Fatos de que você é irritante.

— Fatos de que eu me importo.

Aquilo fez Lydia parar.

Ela caminhou devagar até um banco próximo no parque e se sentou. Cale se juntou a ela, deixando um espaço respeitoso entre os dois. A brisa do fim da tarde mexeu nos fios de cabelo dela, que agora estavam um pouco mais compridos.

— Viu? — Disse ela, olhando para as árvores à frente. — Cheguei até aqui sem cair.

Cale sorriu suavemente.

— Estou orgulhoso de você.

— Não diga isso como um pai elogiando uma criança.

— Desculpe. Mas estou falando sério.

Ela lançou um olhar para ele.

— Está mesmo?

— Sim. Ainda me lembro do seu primeiro dia de terapia. Você quase jogou a bengala em mim.

— Porque você não parava de falar.

— E agora?

— Agora ainda quero jogar às vezes.

Cale riu.

— Justo. Desde que não jogue de verdade.

— Você é confiante demais.

— Tenho que ser. De que outro jeito eu lidaria com alguém tão teimosa quanto Lydia?

Ela o observou por um instante antes que um sorriso discreto curvasse seus lábios.

— Sabe, Cale... Eu costumava achar que você só estava aqui porque sentia pena de mim.

— Costumava.

— Sim. Mas eu estava errada.

Cale a observou com atenção.

— Tem certeza de que não quer que eu negue isso?

— Não precisa. — Disse ela em voz baixa. — Agora eu sei... Você se importa porque é simplesmente quem você é. Não precisa de motivo para ser gentil.

Cale assentiu, a expressão suave.

— E sabe de uma coisa? Eu não me arrependo de nada.

— Do que você estaria se arrependendo?

— De nunca ter me impedido de insistir para que você continuasse lutando.

Lydia ficou em silêncio por um longo momento, o olhar fixo na extensão de grama diante deles.

— Eu não teria chegado tão longe se você não tivesse continuado insistindo.

— Eu só lembrei você de quem é. — Disse ele suavemente. — Lydia, aquela que nunca desiste.

— E teimosa?

— Isso também.

— Ah, é?

A expressão de Cale ficou séria, e sua voz saiu pouco acima de um murmúrio.

— Exceto para uma coisa: como parar de me importar com você.

Lydia congelou, embora seu pequeno sorriso permanecesse.

— Você não precisa parar.

— Não preciso?

— Não. Porque eu não quero que pare.

O ar do fim da tarde ficou mais calmo.

Pássaros cantavam ao longe, e o sol descia lentamente em direção ao horizonte.

Cale se levantou e estendeu a mão.

— Vamos lá, mais uma volta?

— Você adora me torturar, não é?

— Prefiro chamar de desafio.

Lydia suspirou, segurando a mão dele enquanto se levantava.

— Sabe, Cale... Acho que estou me acostumando a caminhar ao seu lado.

— Não se acostume demais.

— Por que não?

— Porque não estou planejando parar.

Lydia riu suavemente, seus passos ainda instáveis, mas seguros.

— Então não pare nunca, Cale.

— Não vou, Lydia.

E, enquanto caminhavam lado a lado sob o céu âmbar, já não pareciam duas pessoas que viviam discutindo.

Pareciam duas almas que, enfim, haviam encontrado paz na presença uma da outra.

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