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Nosso Casamento Tinha Prazo romance Capítulo 760

— Você veio pessoalmente me ajudar a aprovar, então seja bondosa até o fim. — Gregório olhou friamente para ela, com um tom de voz completamente impassível.

Celeste ficou sem palavras.

Se a avó Souza não a tivesse chantageado usando Laura, será que ela teria se envolvido nisso? Além do mais, antes de ela ir, ninguém a informou que era um encontro às cegas.

O tom de Gregório fazia parecer que ela tinha se intrometido de propósito para tomar conta do próximo romance dele.

Naturalmente, Celeste sentiu-se desconfortável com aquilo, sentindo como se um grande fardo tivesse sido jogado sobre ela.

Era óbvio que Zélia estava ansiosa para ter contato com Gregório e o conhecer melhor, e ela também conseguia notar que Celeste realmente não nutria nenhum sentimento persistente por ele. Então, acenou para ela e disse: — Venha junto, eu tenho mais algumas perguntas que quero fazer para você. Conversamos no caminho.

Celeste estava encurralada.

Ela olhou a hora.

Faltava pouco para o horário do almoço.

Deixaria que os dois saíssem em um encontro enquanto ela ficava presa pelas perguntas da Família Souza, ou ela tomaria a dianteira e sairia primeiro? Ela tomou uma decisão.

Sem mudar de expressão e com o humor inalterado, ela acenou: — Já que vocês não se importam, então não tenho com o que me importar.

Gregório desviou o olhar e voltou para o carro.

Celeste sentou-se diretamente no banco do passageiro ao lado do motorista, deixando o banco de trás para eles.

Ela observou o relógio e a rota.

Assim que deixassem a área privada da Mansão Antiga Souza, ela arranjaria uma desculpa para sair do carro, assim não precisaria mais se intrometer.

No instante em que ela planejava isso.

No banco de trás, Zélia percebeu algo. Ela apontou para a pequena bolsa azul-claro pendurada na frente: — O que é isso? É bem refinado.

Celeste não pôde deixar de olhar para cima.

Ela tinha notado aquela pequena bolsa azul-claro desde quando Dulce Alves ainda estava por perto.

Não era da natureza de Gregório se dar ao trabalho de usar essas coisas. Ele não acreditava em deuses ou budas, era um materialista típico e menos ainda acreditaria em talismãs da paz. Celeste achava impossível que ele tivesse comprado aquilo.

Só poderia ter sido Dulce a pessoa que o comprou para ele.

E ele tinha guardado até agora.

Seria… uma lembrança dele?

— Tudo bem. — A atitude de Gregório permaneceu sempre lenta e constante, seu tom de voz ameno e vazio de qualquer intenção perceptível: — Se é isso que você quer.

O humor de Zélia era bom.

Seu rosto incrivelmente lindo, mas tão arrogante que causava pavor, se iluminou em um sorriso: — Então está combinado. Me dê seu número de telefone e vamos manter contato.

Gregório não recusou.

Celeste não olhou para trás, e tampouco se mexeu.

Ela não tinha nenhuma intenção de demonstrar sua presença, apenas continuou olhando pela janela, tentando identificar onde o carro estava e se seria conveniente descer.

Uma aliança entre duas partes fortes.

O romance de Zélia e Gregório com certeza estava consolidado.

Sobre o que Gregório achava, ela não sabia. Mas Zélia claramente tinha uma queda por ele. Em um cenário onde a filha de uma família rica tomava uma iniciativa tão ativa, como um bom casamento não se concretizaria?

Ela ainda estava absorta em seus pensamentos.

Quando Zélia bateu gentilmente no ombro de Celeste.

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