Zélia franziu as sobrancelhas.
Quando ouviu que a família organizaria encontros arranjados para ela, sentiu-se relutante.
Ela havia investigado Gregório secretamente, mas o status e as informações dele eram altamente sigilosos, além de ele não gostar de aparições públicas. Ela tentou esmiuçar os contatos pessoais de Gregório.
Mas não encontrou nada.
Não encontrou nada que revelasse uma vida íntima escandalosa.
Havia apenas uma mulher, que parecia sofrer de delírios e estar louca para ascender na vida.
Até mesmo a ex-esposa se mostrava indiferente em relação a isso.
— Pelas suas palavras, o Diretor Souza parece ser um bom homem. Então, por que vocês se divorciaram? — Zélia não pôde evitar avaliar Celeste.
— A excelência de alguém não tem relação com um casamento feliz. Se há amor ou se o casal consegue conviver bem, são coisas completamente diferentes.
Celeste nunca negou o talento de Gregório.
Isso era óbvio para todos.
O problema dos dois não poderia ser explicado em poucas palavras.
E, mais do que isso.
Não era apenas um problema de Dulce Alves.
Os conflitos que os assombraram desde o primeiro dia de casados.
Tudo se escondia nas miudezas da rotina diária.
Zélia ficou surpresa com a personalidade de Celeste.
— Eu não conheço Gregório bem, mas gosto de você. — Ela olhou para Celeste de cima a baixo.
— A avó Souza disse que eu poderia visitar o jardim do Diretor Souza. Você pode me guiar até lá? — Após dizer aquilo, Zélia perguntou.
Celeste não se opôs.
Ela a conduziu naquela direção.
Mas ao chegar perto da entrada.
Um carro estacionou atrás delas.
Celeste e Zélia viraram a cabeça.
Gregório Souza desceu do veículo. Suas pernas ainda não estavam curadas. Sentado em uma cadeira de rodas adaptada, ele mantinha as costas retas e o porte majestoso. O casaco cinza-escuro lhe caía bem, destacando a palidez da sua pele.
Contudo, não havia expressão alguma em seu rosto bonito e cativante.
Em todos esses anos, nunca havia sentido aquilo.
— É um prazer conhecê-lo. — Zélia avançou, estendendo a mão graciosamente: — Olá, Gregório.
Gregório apertou a mão dela.
Celeste observava a cena de trás.
Ela percebeu a emoção de Zélia.
Antes relutante, agora a jovem demonstrava muita iniciativa.
Estava claro que ela estava extremamente satisfeita com Gregório.
E Celeste, estando ali, parecia fora de lugar.
Sem dizer uma palavra, Celeste virou-se para sair de fininho.
— Aonde você vai? — Gregório lançou um olhar frio para ela.
— Obrigada pelo seu tempo hoje. Eu não gosto de encontros muito formais. Que tal sairmos para comer alguma coisa? Vamos juntas. — Zélia também olhou para ela.
Celeste, com as costas voltadas para eles, olhou para o celular e recusou a oferta imediatamente.
— Não é necessário, não vou incomodar vocês.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Nosso Casamento Tinha Prazo
Estou só chorando 😭😭😭😭😭...
Essa autora não tem um pingo de respeito pela Celeste, esmaga até o último resquícios de humanidade dela, só valoriza a amante. Misericórdia dá ódio de ler esses livros onde as amantes tem tudo e anda de cabeça erguida....
Top demais eu nunca li u livro tão bom assim, parabéns autora👏👏👏👏👏...
Meu pressentimento estava correto esse Vinícius não vale nada nem o que o cachorro enterra...
Porque demora tanto a atualizar?...
Por ser um romance,a autora não trás o romantismo,a história não tem um beijo,um abraço.pra mim é uma história sem ápice.Autora dê mais clímax a história....
Que tudo!!!! Esse capítulo autora😎👏👏👏👏👏...
Torcendo pela restauração da família Celeste Gregorio e Laura ❤️❤️❤️...
Não gosto do Vinícius esse cara não me passa confiança que Celeste passe longe dele...
Vai ser uma sacanagem se essa autora mudar a personalidade do Vinicius para ano final dar ela pra o Gregório que claramente é um homem que não apoiou ela nos momentos de maior necessidade como o nascimento da filha, inventa uma situação pra justificar as atitudes dele....