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Nosso Casamento Tinha Prazo romance Capítulo 751

Naquele momento, os olhos de Vinicius estavam cristalinos.

Ele encarava Celeste com intensidade, diferentemente de sua atitude habitualmente contida e formal.

Celeste hesitou por um momento.

Levantou os olhos e encontrou o olhar profundo de Vinicius.

— Vinicius, eu entendo que um homem tenha suas necessidades naturais, ainda mais numa situação como a de agora. Vá descansar, e amanhã a gente se fala — respondeu ela, fechando novamente a tampa do frasco e guardando-o na bolsa.

Celeste atribuiu a atitude dele puramente aos efeitos do álcool.

Não queria perder tempo tentando decifrar significados mais profundos.

— Vá para casa dormir — disse ela, endireitando a postura.

Vinicius entendeu qual era a posição de Celeste. Independentemente dos motivos, talvez por ele ter "ultrapassado os limites" naquela noite, ela não aceitaria isso antes de se comprometer por completo, e forçar a barra claramente causaria desconforto a ambos.

Ele se limitou a assentir com a cabeça.

Sem forçar mais o assunto.

— Tudo bem, pedirei para alguém te levar.

Ele sabia por que ela não queria entrar na sua casa. Celeste parecia uma pessoa descontraída e de fácil convívio, mas no fundo tinha um grande senso de limites e não permitia que tocassem na sua linha de respeito.

— Obrigada — sorriu ela, finalmente.

Vinicius desceu do carro.

E acompanhou com o olhar até Celeste entrar no carro e se distanciar lentamente.

Ele ficou parado ali por um longo tempo.

Até acabar se sentando nos degraus perfeitamente limpos.

Ele não era tão ingênuo assim; só ele sabia separar o efeito daquela bebida especial dos seus próprios desejos.

Celeste era diferente de qualquer outra mulher.

Pode ser que ela soubesse, ou que fingisse não saber, participando da atuação dele só para manter a convivência normal entre os dois.

Observando o carro desaparecer na distância.

Ele sacudiu a cabeça, desamparado.

Não tinha por que apressar as coisas.

O importante era que o casamento acontecesse.

E a cerimônia deles também não demoraria muito.

Os arranjos para o casamento eram um grande projeto que logo estaria na fase final, demorando, no máximo, mais um mês. Além disso, ele e Celeste, no mínimo, ainda possuíam o vínculo com Laura.

No fim, não teve pressa em tirar o anel.

Se ela havia aceitado o presente sob o olhar de todo mundo, de que adiantava tirá-lo de fininho para evitar problemas? Seria encobrir algo evidente.

Não faria o menor sentido.

O ideal era deixar o anel no dedo para que muita gente pudesse vê-lo.

Principalmente a família Souza.

E, em especial, Gregório.

O anel era a ferramenta ideal para delimitar fronteiras; a partir dali, o certo era cada um viver a sua própria vida.

Depois do banho, Celeste colocou o celular, que havia desligado por falta de bateria, na tomada e foi dormir.

No dia seguinte.

Celeste dormiu até tarde.

Ao acordar, viu que Juliana Rocha havia retornado trazendo Laura consigo. Logo que cruzou a porta, Juliana notou o anel super chamativo no dedo dela e correu em sua direção: — Olha só! Uau! O sol está tão forte hoje que o brilho desse anel até ofuscou minha visão.

— Deu certo então? — perguntou ela, cutucando o ombro de Celeste.

— É uma longa história — disse Celeste, afastando Juliana, que piscava maliciosamente.

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