Era evidente que eles já viam Celeste como uma peça à disposição, só esperando o momento para tirar proveito dela.
Se a família Gaspar não tivesse sido notificada por Gabriela Pereira, provavelmente não teria estendido tanto suas garras.
— Rastreie a localização da Celeste — ordenou Gregório, reabrindo os olhos, dominados por um ar frio e cruel.
Assim que falou.
— Tem algo errado. — franziu ele a testa.
— Outros membros da família Rocha compareceram à licitação de hoje? — perguntou Gregório, virando-se subitamente na direção de Gilberto e estreitando os olhos.
-
Do outro lado.
Celeste e Vinicius realmente haviam partido antes dos demais.
Mesmo sentada ao lado de Vinicius dentro do carro, ela conseguia sentir o calor vibrante emanando do corpo do homem, como se fosse consumir tudo ao redor.
Ele estava com a cabeça inclinada para trás, o pomo de adão se movendo.
Incontidamente, virou a cabeça para olhar para Celeste.
Seus olhos carregavam desejo. Ele ergueu a mão, segurou a de Celeste e se aproximou dela centímetro a centímetro.
Celeste sentiu a mão queimar e instintivamente o repeliu.
Esse gesto devolveu a clareza às mentes dos dois.
— Eu não estou normal, Celeste, não me culpe. Me desculpe — disse Vinicius, atônito por um momento antes de recuperar os sentidos e apertar novamente a ponta do nariz.
Ele sabia que sua atitude de agora tinha ofendido Celeste.
Ele sabia muito bem que ideias insanas ecoavam na sua cabeça.
Ele queria beijar Celeste.
Ele queria tomá-la a qualquer custo.
Esses pensamentos inconfessáveis passavam pela sua mente repetidas vezes, e ele sabia muito bem que não era nenhum cavaleiro honrado.
— Vamos ficar um pouco afastados por enquanto — disse Vinicius, arrastando-se na direção da porta do carro.
Ele tinha medo de perder o controle.
Afinal, se ela entrasse na casa de um homem num estado daqueles, isso significaria uma aceitação implícita.
Ela não queria aquilo.
E não estava disposta a atender às expectativas de quem havia planejado tudo isso.
Vinicius não recusou.
Ele estava coberto de suor quente. Celeste abriu a porta do carro e foi até ele, aplicando as agulhas com firmeza e precisão. Depois, pegou um pequeno frasco de óleo essencial em sua bolsa; uma fórmula especial que ela mesma havia criado para refrescar e despertar a mente, com efeitos imediatos.
Em pouco tempo.
— Você não acha que o que eu fiz com você esta noite foi muito sujo? — perguntou Vinicius, abrindo os olhos e apertando os lábios finos.
Celeste continuava a massagear o óleo essencial nas têmporas dele.
Ouvir um homem tão sério e centrado como Vinicius falar algo sobre ser "sujo" lhe pareceu, no mínimo, estranho.
— Não se preocupe, você não fez de propósito, foi o efeito da bebida — respondeu Celeste, puxando a mão para fechar o frasco.
— E se eu realmente quisesse dar um passo a mais com você?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Nosso Casamento Tinha Prazo
Estou só chorando 😭😭😭😭😭...
Essa autora não tem um pingo de respeito pela Celeste, esmaga até o último resquícios de humanidade dela, só valoriza a amante. Misericórdia dá ódio de ler esses livros onde as amantes tem tudo e anda de cabeça erguida....
Top demais eu nunca li u livro tão bom assim, parabéns autora👏👏👏👏👏...
Meu pressentimento estava correto esse Vinícius não vale nada nem o que o cachorro enterra...
Porque demora tanto a atualizar?...
Por ser um romance,a autora não trás o romantismo,a história não tem um beijo,um abraço.pra mim é uma história sem ápice.Autora dê mais clímax a história....
Que tudo!!!! Esse capítulo autora😎👏👏👏👏👏...
Torcendo pela restauração da família Celeste Gregorio e Laura ❤️❤️❤️...
Não gosto do Vinícius esse cara não me passa confiança que Celeste passe longe dele...
Vai ser uma sacanagem se essa autora mudar a personalidade do Vinicius para ano final dar ela pra o Gregório que claramente é um homem que não apoiou ela nos momentos de maior necessidade como o nascimento da filha, inventa uma situação pra justificar as atitudes dele....