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Nosso Casamento Tinha Prazo romance Capítulo 723

Antes disso, ela ainda não esquecera a façanha passada.

Suas coisas quase foram jogadas na rua por Alberto Souza para abrir espaço para Dulce.

Porquanto, Dulce de modo incontestável já houvera transitado nos tapetes luxuosos daquele cômodo nos eventos decorrentes a partir de então.

Mesmo que fosse o lugar onde ela morou por sete anos, já não era a casa de antes.

As palavras de Celeste pareceram causar uma leve oscilação no olhar de Gregório, mas ele não deu continuidade ao assunto. Talvez tivesse preguiça de lidar com a teimosia dela naquilo que ela já tinha como certo, ou talvez não quisesse mais mencionar Dulce.

Os dois entraram na sala de estar.

Naquele horário, Dona Glenda ainda não havia encerrado o expediente.

Ao ver Celeste voltar, ela parou por um instante, surpresa, mas logo exclamou com alegria:

— Senhora, você voltou.

Celeste corrigiu com suavidade:

— Me chame apenas de Celeste. Eu já me divorciei do Diretor Souza.

Dona Glenda ficou constrangida e, instintivamente, olhou para Gregório.

Gregório, por sua vez, continuou a ignorar as palavras de Celeste.

Ele disse:

— Por favor, traga a caixa de primeiros socorros.

Dona Glenda apressou-se em sair daquele campo de batalha de atmosfera esquisita.

Celeste suspirou e, por fim, caminhou até ele.

— Levante o braço, deixe-me ver.

Mesmo sabendo que ele só me protegeu para depois me usar como moeda de troca, não posso ignorar que ele está gravemente ferido agora. E depois de já ter se machucado ao pular do prédio, por mais forte que fosse o seu corpo, ele não aguentaria tamanha dor.

O motivo de Laura estar sã e salva.

Ela não podia negar o mérito de Gregório.

Uma coisa era uma coisa, outra coisa era outra coisa.

Gregório não estranhou a atitude de Celeste. Ela era assim mesmo: Ela sempre fala com dureza, mas no fundo é uma pessoa sensível e bondosa. Desde criança, ela já era dessa forma.

Ele levantou o braço.

Nesse momento, Dona Glenda trouxe a caixa.

Celeste usou uma tesoura para cortar a caríssima camisa dele.

Revelando o ferimento no braço.

Logo, o envelope foi trazido.

Celeste também já havia terminado os curativos de Gregório e disse:

— Não molhe. Sua coagulação não é boa, então foi preciso tratar com mais cuidado.

Gregório não respondeu.

Pegou diretamente o envelope que Dona Glenda havia encontrado.

Ele viu aquele acordo de divórcio de sete anos atrás.

Leu cláusula por cláusula.

Diante daqueles termos cruéis e absurdos, ele não demonstrou a menor emoção de surpresa.

Uma família como a Família Souza não deixava brechas para que ninguém tirasse vantagem dela. Seu objetivo era devorar os outros até os ossos. Por isso, naquele acordo, estavam estipulados termos de divórcio extremamente desiguais. Celeste seria obrigada a seguir as ordens da Família Souza e, ao ir embora, receberia apenas três milhões.

Três milhões pareciam uma quantia insignificante, quase uma esmola, diante de toda a fortuna da Família Souza.

Cada ala da Família Souza, apenas com as despesas básicas de vida de meia quinzena, gastava muito mais do que esses três milhões.

Ele virou para a última página.

E viu o próprio nome assinado, sem que se lembrasse de quando o fizera.

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