— Diretor Souza. — Celeste se pronunciou ao parar.
Alexandre Souza pousou a xícara de chá.
— Hum, sentem-se.
Ao ver Charles e Celeste de pé juntos, a avó Souza franziu a testa e logo falou:
— Charles, venha sentar. Deixe seu irmão com a Celeste, ela pode ficar ao lado dele.
Ela acenou para Charles.
Charles não disse nada e foi direto para o lado da avó.
Foi então que a avó notou o ferimento na perna de Gregório.
— Gregório, o que aconteceu? É grave?
— Não é nada.
A resposta de Gregório foi indiferente.
A avó suspirou.
— Você só me dá preocupação.
Mas Celeste sentiu que a avó não se importava tanto assim com Gregório. Se importasse, a primeira coisa que notaria seria a lesão dele, e não chamaria Charles para o seu lado antes de qualquer coisa.
Enquanto falava.
A avó Souza franziu o cenho e lançou um olhar para Celeste.
— Com essa situação do Gregório, preste mais atenção a ele.
Na verdade, ela tinha algumas ressalvas quanto a Celeste.
Celeste já a havia confrontado e até incitado aquela velha da Família Vargas a brigar com ela, o que a deixou bastante descontente.
Celeste a encarou de repente.
— A senhora está me exigindo isso?
Sua pergunta foi direta.
Pois a avó Souza sabia perfeitamente que ela e Gregório já estavam divorciados e, mesmo assim, a coagia com um tom tão cheio de direitos.
Quem visse de fora acharia que ela era uma empregada da Família Souza, pronta para acatar ordens.
A avó Souza ficou atônita.
— Que conversa é essa? Você e o Gregório ficaram casados tantos anos, não sobrou nem um resto de carinho ou respeito entre vocês?
— Achei que todos tivessem visto com os próprios olhos como o Gregório e eu vivemos e nos tratamos como marido e mulher nestes sete anos. Não há necessidade de me perguntar isso.
Celeste não ia mais aguentar calada todas as injustiças que vinha recebendo.
Mesmo que fossem "ninharias" verbais.
A Família Souza vinha escondendo esse fato do patriarca.
Celeste sentiu um aperto inexplicável no coração, adivinhando de forma vaga o verdadeiro motivo pelo qual o Diretor Souza a havia chamado...
Ao ouvir isso.
Charles olhou para os dois.
Alexandre pousou a xícara de chá, sem transparecer emoções.
— Eu mesmo mandei redigirem o acordo de divórcio para vocês, a Celeste ainda não te contou?
Aquela revelação abalou todo mundo ali presente, que não esperava ouvir algo assim.
Os olhos de Gregório se aprofundaram e, após um silêncio prolongado, ele indagou de repente:
— Quando?
— Há sete anos, no dia do casamento de vocês. — Foi só então que Alexandre o encarou.
O salão principal mergulhou num silêncio inexplicável.
Até que.
Os olhos frios de Alexandre fixaram-se em Celeste, questionando com frieza:
— Fale, o que me diz sobre a sua filha?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Nosso Casamento Tinha Prazo
Estou só chorando 😭😭😭😭😭...
Essa autora não tem um pingo de respeito pela Celeste, esmaga até o último resquícios de humanidade dela, só valoriza a amante. Misericórdia dá ódio de ler esses livros onde as amantes tem tudo e anda de cabeça erguida....
Top demais eu nunca li u livro tão bom assim, parabéns autora👏👏👏👏👏...
Meu pressentimento estava correto esse Vinícius não vale nada nem o que o cachorro enterra...
Porque demora tanto a atualizar?...
Por ser um romance,a autora não trás o romantismo,a história não tem um beijo,um abraço.pra mim é uma história sem ápice.Autora dê mais clímax a história....
Que tudo!!!! Esse capítulo autora😎👏👏👏👏👏...
Torcendo pela restauração da família Celeste Gregorio e Laura ❤️❤️❤️...
Não gosto do Vinícius esse cara não me passa confiança que Celeste passe longe dele...
Vai ser uma sacanagem se essa autora mudar a personalidade do Vinicius para ano final dar ela pra o Gregório que claramente é um homem que não apoiou ela nos momentos de maior necessidade como o nascimento da filha, inventa uma situação pra justificar as atitudes dele....