Os gritos estridentes e ressentidos de Dulce Alves foram se distanciando.
Celeste Lopes já imaginava o que ela enfrentaria. Desta vez, nada serviria de amuleto para Dulce. Ela teria de responder por múltiplos crimes e provavelmente passaria a maior parte da vida pagando por eles.
Essa queda drástica tornaria a vida dela insuportável, algo mais aterrorizante do que a própria morte.
A aparição repentina de Charles Souza a salvou.
Ele protegeu Celeste, chegou a segurar seus ombros e a examinou de cima a baixo, antes de soltar um longo suspiro de alívio.
Gregório Souza observou a cena com indiferença.
Celeste balançou a cabeça.
— Estou bem, obrigada.
— Que susto! — Charles soltou o ar e olhou para Gregório com uma expressão complexa. — Irmão, não se preocupe, eu cheguei a tempo. Celeste não se machucou.
Gregório levantou o olhar.
— Hum, você deveria colocar a sua própria segurança em primeiro lugar também.
— Era uma emergência, não deu para pensar nisso. — Charles não viu problema naquilo. — Prefiro ser eu a me machucar, antes que qualquer coisa aconteça com a Celeste.
Gregório respondeu com frieza:
— É verdade, vocês têm anos de amizade.
Não havia nada de errado nisso.
Celeste e Charles eram bons amigos desde o ensino médio, quase como se tivessem crescido juntos.
Celeste sentiu que as palavras de Gregório carregavam uma indireta, mas não conseguiu ler nada no rosto dele. A expressão dele continuava impassível, como se tivesse feito apenas um comentário casual.
— Proteger ela é a minha obrigação. — Charles sorriu.
Mas logo sua expressão ficou séria.
— Irmão, sobre a Segunda Ala, fiquei muito surpreso.
Num piscar de olhos, a situação havia mudado drasticamente.
Ele também estava chocado que a Segunda Ala tivesse tramado tanto e, ainda assim, caído na própria armadilha, criar um problema para si mesmo sem querer. Todos os subordinados da Segunda Ala na sede principal vão ser eliminados dos quadros depois de tudo isso.
A Segunda Ala seria extinta por completo, sem deixar nenhum remanescente.
— Jovem Diretor Souza, Jovem Senhora, o Diretor Souza solicita a presença de vocês no salão principal.
O coração de Celeste deu um pulo sem motivo aparente.
Gregório olhou para ele.
— Entendido.
— Eu empurro o meu irmão. — Charles foi para trás de Gregório, lançando a Celeste um olhar tranquilizador. — Não se preocupe, o avô deve ter algumas perguntas.
— Certo. — Celeste concordou, com a mente cheia de preocupações.
Gregório não olhou para trás.
Mas percebia claramente a conexão e o afeto entre os dois.
Ele abaixou o olhar com frieza.
Ao chegar ao salão principal.
Celeste viu que a avó Souza também estava lá. Porém, após os acontecimentos na sala de visitas, sua expressão era péssima. Afinal, Leonardo Souza e Adolfo Souza eram seu filho e neto, e aquela grande reviravolta interna a deixou muito abalada.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Nosso Casamento Tinha Prazo
Estou só chorando 😭😭😭😭😭...
Essa autora não tem um pingo de respeito pela Celeste, esmaga até o último resquícios de humanidade dela, só valoriza a amante. Misericórdia dá ódio de ler esses livros onde as amantes tem tudo e anda de cabeça erguida....
Top demais eu nunca li u livro tão bom assim, parabéns autora👏👏👏👏👏...
Meu pressentimento estava correto esse Vinícius não vale nada nem o que o cachorro enterra...
Porque demora tanto a atualizar?...
Por ser um romance,a autora não trás o romantismo,a história não tem um beijo,um abraço.pra mim é uma história sem ápice.Autora dê mais clímax a história....
Que tudo!!!! Esse capítulo autora😎👏👏👏👏👏...
Torcendo pela restauração da família Celeste Gregorio e Laura ❤️❤️❤️...
Não gosto do Vinícius esse cara não me passa confiança que Celeste passe longe dele...
Vai ser uma sacanagem se essa autora mudar a personalidade do Vinicius para ano final dar ela pra o Gregório que claramente é um homem que não apoiou ela nos momentos de maior necessidade como o nascimento da filha, inventa uma situação pra justificar as atitudes dele....