Os dedos de Dulce se contraíram, e ela olhou para Celeste com quase sarcasmo.
Sra. Souza?
Celeste realmente era muito astuta!
Normalmente, ela fingia ser tão nobre e desapegada.
E agora, ela havia revelado sua identidade diretamente para a diretoria da universidade, usando o título de Sra. Souza para se exibir e chamar atenção!
Urbano também franziu a testa.
Ele não esperava que as coisas tomassem esse rumo.
— Vamos seguir o arranjo da universidade — disse Fagner, sendo o primeiro a reagir ao se sentar.
Estava claro que a universidade tinha feito a organização por conta própria. Se eles continuassem insistindo no assunto, era óbvio quem passaria mais vergonha.
A situação de Dulce, para começo de conversa, também não era nada gloriosa.
— Sente-se primeiro, quem está ao seu lado é o meu pai, não qualquer outra pessoa — disse David, puxando Celeste para se sentar.
Ele queria lembrar aos outros que Celeste não estava tirando vantagem de Gregório. O foco era o que o membro da equipe havia acabado de mencionar: a universidade havia pedido especificamente para ela se sentar ao lado do pai dele, porque eles trabalhariam juntos no futuro!
Depois de se sentar, Celeste nem sequer olhou para o homem ao seu lado.
Gregório também desviou o olhar calmamente, e ambos passaram a olhar para a frente. O casal não demonstrava nenhuma intimidade óbvia.
Dulce franziu os lábios e lançou um olhar de soslaio para Celeste antes de se sentar na fileira de trás.
— Você mesma ouviu. Celeste só conseguiu esse tratamento especial usando o status de Sra. Souza. Sem esse truque, ela nunca conseguiria roubar o que não lhe pertence — disse Urbano.
— É só um assento, eu não ligo — murmurou Dulce em concordância, com a expressão voltando lentamente ao normal.
Apenas uma mulher inútil como Celeste precisava depender da exposição de sua identidade como "Sra. Souza" para agir como uma parasita e um mero acessório, apenas para obter um pouco de respeito e glória.
Aquilo nunca pertenceu a Celeste; era a glória que o rótulo de Sra. Souza lhe proporcionava.
Depois de se sentar, os calcanhares de Celeste sentiram um grande alívio.
Saltos altos eram belos instrumentos de tortura. Toda vez que ela os usava, seus pés sangravam. No entanto, em ocasiões formais, ela tinha o costume de usá-los.

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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Nosso Casamento Tinha Prazo
Gregório tem que sofrer correndo atrás da Celeste pra aprender uma lição 😒...
Passou da hora da Dulce quebrar a cara e Gregório ver a burrada que fez, dando apoio total para o chupim Dulce...
Quero ver se a autora vai dar um final feliz para esse embuste do Gregório. Quero ele sofra horrores e acabei na sargenta....
Não aguento mais ver a Celeste passar por tanta humilhação. Alguém quebre as pernas do Gregório, por favor; mesmo que tenha um motivo para ele agir assim, já passou dos limites. Fora que demora demais a atualização, por parte do autor....
Seria muito bom ela encontrar a família e não querer esse Gregório...
Até quando Gregório vai financiar a amante e menosprezar a ex esposas? Passou da hora da amante e Gregório caírem com a cara no chão...
Ela repete o mesmos pensamentos várias vezes. E o mais incrível u.a é prisioneiro e o outro é livre, no final ele teve um motivo muito importante para agir assim e vai querer compensar tudo....
Essa personagem é humilhada apor bens materiais....
Eu adoro histórias assim que a autora humilha a personagem principal por todo história para no final o homem estar apenas sendo enganado ou protegendo ela e acaba perdoado, ainda d põem alguém da família pra ajudar na humilhação, fica o romance perfeito!...
Pq esse tipo de história não da um pouco de amor próprio a mulher e ela encontra alguém q realmente a valoriza??? Só mostra que a mulher não se da o valor, mesmo depois de humilhada ela volta com o cara. Ridículo...