— Mas olha só, esta senhorita também está com um vestido azul. Mesmo que não possa trocar o vestido, pelo menos poderia tirar o broche.
Esse círculo social era naturalmente hostil a mulheres sem um status oficial.
Automaticamente se uniam para se ajudar mutuamente.
Celeste, por outro lado, teve vontade de rir. Achavam-se justiceiras apoiando... um caso extraconjugal?
Qualquer outra pessoa, ao ser apontada e julgada por tanta gente, provavelmente não teria coragem de encarar a situação e fugiria envergonhada.
Mas ela não o faria.
Sentou-se diretamente e perguntou:
— Se todas vocês dizem que é um conjunto para casais, por que a Sra. Alves não tem um broche?
Dulce apertou os lábios.
Encarou Celeste sombriamente, com um descontentamento transbordando.
— O vestido dela já combina nas cores. Além disso, o estilo do vestido da Sra. Alves não se adequava ao broche, por isso ela não o usou. O Diretor Souza fez questão de usar a safira para combinar com o vestido azul da Sra. Alves, e isso já é o suficiente. Esse é o romantismo deles.
Celeste, claro, entendia que, quando queriam encontrar defeitos nela, sempre haveria uma resposta pronta.
Ela olhou para Gregório, que não participava das fofocas femininas.
Sua postura não havia mudado em nada.
Ele não se importava nem um pouco de ser o assunto do momento.
E enquanto ela era atacada, acusada e exigida que recuasse e tirasse o broche, ele continuava sem reação, parecendo achar que aquelas pessoas também tinham razão?
Mas, obviamente.
Aquele broche não tinha absolutamente nada a ver com o dele.
Foi um presente de Vinicius, uma lembrança trazida com sinceridade, e ela não permitiria que os outros o distorcessem ou menosprezassem.
— Se o Diretor Souza não está satisfeito, pode jogar o seu próprio broche fora, salvando assim a dignidade da sua Sra. Alves. — O tom de Celeste era calmo, mas afiado como uma faca oculta.
Uma ferida que demorava a doer, mas machucava fundo.
Só então Gregório teve tempo para olhar para Celeste.
Mas antes que ele pudesse dar uma resposta.
Dulce, como se fosse sem querer, levantou a mão e acariciou levemente a safira do broche no peito de Gregório. Com um sorriso no rosto e muita magnanimidade, ela disse:
— Não é necessário. Não precisamos levar uma questão tão pequena tão a sério. Eu gosto muito de ver o Gregório usando este modelo, fomos nós que escolhemos especialmente, porque combina muito com ele.
Exclamações de admiração surgiram ao redor:
— A Sra. Alves é tão compreensiva.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Nosso Casamento Tinha Prazo
Gregório tem que sofrer correndo atrás da Celeste pra aprender uma lição 😒...
Passou da hora da Dulce quebrar a cara e Gregório ver a burrada que fez, dando apoio total para o chupim Dulce...
Quero ver se a autora vai dar um final feliz para esse embuste do Gregório. Quero ele sofra horrores e acabei na sargenta....
Não aguento mais ver a Celeste passar por tanta humilhação. Alguém quebre as pernas do Gregório, por favor; mesmo que tenha um motivo para ele agir assim, já passou dos limites. Fora que demora demais a atualização, por parte do autor....
Seria muito bom ela encontrar a família e não querer esse Gregório...
Até quando Gregório vai financiar a amante e menosprezar a ex esposas? Passou da hora da amante e Gregório caírem com a cara no chão...
Ela repete o mesmos pensamentos várias vezes. E o mais incrível u.a é prisioneiro e o outro é livre, no final ele teve um motivo muito importante para agir assim e vai querer compensar tudo....
Essa personagem é humilhada apor bens materiais....
Eu adoro histórias assim que a autora humilha a personagem principal por todo história para no final o homem estar apenas sendo enganado ou protegendo ela e acaba perdoado, ainda d põem alguém da família pra ajudar na humilhação, fica o romance perfeito!...
Pq esse tipo de história não da um pouco de amor próprio a mulher e ela encontra alguém q realmente a valoriza??? Só mostra que a mulher não se da o valor, mesmo depois de humilhada ela volta com o cara. Ridículo...