Celeste não tinha a menor ideia da situação do lado de Fagner.
Dirigiu o Mercedes de Walace pelas vias livres até chegar ao condomínio.
Durante o trajeto, Laura estava radiante, sentada no banco de trás com Vinicius, conversando sobre assuntos típicos de criança.
Vinicius era um homem paciente, ouvia em silêncio e, de vez em quando, respondia com alguma observação.
Ele não era conhecido por ser afetuoso por natureza. Celeste olhou pelo espelho retrovisor.
Ficava evidente que Vinicius estava fazendo um grande esforço para acompanhar a criança.
No meio do caminho, Vinicius notou o olhar de Celeste, e seus olhos se encontraram através do espelho.
— A Laura está sendo um pouco difícil de lidar? — Celeste só conseguiu dizer isso, um tanto encabulada.
Afinal, ele acabara de voltar de um longo voo de mais de dez horas e não tinha um momento de sossego para os ouvidos.
— Não. — Vinicius olhou para ela.
— Não precisa ser tão cerimoniosa comigo. — Ele acrescentou.
Celeste concordou em voz alta.
Mas, no íntimo, sabia perfeitamente que Vinicius não era o pai biológico de Laura. Ele, de fato, não tinha nenhuma obrigação de assumir aquelas responsabilidades, e ela jamais abusaria dessa boa vontade como se fosse um direito seu.
Ao retornarem à casa de Walace.
Assim que os três entraram pela porta.
Celeste logo deparou-se com a sala de estar já repleta de inúmeras sacolas finamente embaladas.
Estava quase impossível encontrar espaço para pisar.
— A secretária do Diretor Rocha acabou de entregá-las pessoalmente. Não havia necessidade de tanto gasto. — A esposa do seu mestre, Vanessa, sorriu amavelmente.
A impressão de Walace sobre Vinicius era muito boa; pelo menos, ele parecia ser um homem centrado.
— Não precisamos de tanta cerimônia. No final das contas, já somos praticamente uma família.
Afinal, ele era o pai legal de Laura.
Sua ajuda para Celeste não havia sido pouca. Se não fosse por Vinicius, teria sido muito difícil para ela manter a criança segura todos esses anos.
— A maior parte são suplementos vitamínicos. Para a Sra. Valente, trouxe lenços de seda da nova coleção e alguns produtos para cuidados com a pele. Também incluí uma tinta nanquim tradicional para o Sr. Resende usar em sua caligrafia. Não são artigos tão valiosos assim. — Vinicius assentiu.
— Foi muito atencioso da sua parte. — Walace sorriu e acariciou a barba.
Com presentes que acertavam em cheio o gosto de cada um, tornava-se difícil recusar qualquer coisa.
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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Nosso Casamento Tinha Prazo
Gregório tem que sofrer correndo atrás da Celeste pra aprender uma lição 😒...
Passou da hora da Dulce quebrar a cara e Gregório ver a burrada que fez, dando apoio total para o chupim Dulce...
Quero ver se a autora vai dar um final feliz para esse embuste do Gregório. Quero ele sofra horrores e acabei na sargenta....
Não aguento mais ver a Celeste passar por tanta humilhação. Alguém quebre as pernas do Gregório, por favor; mesmo que tenha um motivo para ele agir assim, já passou dos limites. Fora que demora demais a atualização, por parte do autor....
Seria muito bom ela encontrar a família e não querer esse Gregório...
Até quando Gregório vai financiar a amante e menosprezar a ex esposas? Passou da hora da amante e Gregório caírem com a cara no chão...
Ela repete o mesmos pensamentos várias vezes. E o mais incrível u.a é prisioneiro e o outro é livre, no final ele teve um motivo muito importante para agir assim e vai querer compensar tudo....
Essa personagem é humilhada apor bens materiais....
Eu adoro histórias assim que a autora humilha a personagem principal por todo história para no final o homem estar apenas sendo enganado ou protegendo ela e acaba perdoado, ainda d põem alguém da família pra ajudar na humilhação, fica o romance perfeito!...
Pq esse tipo de história não da um pouco de amor próprio a mulher e ela encontra alguém q realmente a valoriza??? Só mostra que a mulher não se da o valor, mesmo depois de humilhada ela volta com o cara. Ridículo...