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Nosso Casamento Tinha Prazo romance Capítulo 238

Gregório lançou um olhar de soslaio para ela:

— Foi ela quem pediu para você me dar essa dica?

A pergunta foi desprovida de emoção, soando trivial, como se fosse uma dúvida, mas também como um questionamento.

Dona Glenda, por um momento, não conseguiu decifrar a atitude de Gregório.

Mas, como as palavras já haviam saído, ela escondeu seus pensamentos:

— Diretor Souza, eu também sou mulher, então entendo o que se passa na cabeça da senhora.

Diante da resposta de Dona Glenda.

Gregório soltou um riso nasal contido.

O que fez com que seu rosto, geralmente frio e indiferente, ganhasse um toque de humanidade.

— Vá descansar.

Ele não concordou nem discordou das palavras de Dona Glenda.

Sobre o assunto de ter um filho, ele não demonstrou a menor perturbação.

Dona Glenda também não insistiu mais.

A velha senhora havia dado uma ordem inquestionável de que os dois precisavam ter um filho e, com suas táticas autoritárias, Dona Glenda achava muito provável que Celeste estivesse apenas cedendo à pressão para não perder a cara.

Com um marido como o Diretor Souza.

Além de amor, o que mais ele não poderia lhe dar?

Querer tudo ao mesmo tempo era, no mínimo, insensatez.

Celeste terminou de organizar os documentos de aprovação dos medicamentos.

A assembleia de aprovação seria no dia seguinte, e cada etapa era crucial. Ela sempre fora perfeccionista.

Clique —

A porta se abriu.

Ela virou a cabeça para olhar.

Gregório entrou com suas pernas longas. Seus olhos escuros primeiro notaram Celeste no canto da escrivaninha. Os cabelos negros estavam presos de forma desleixada com uma presilha na nuca e, embora seu rosto pequeno não tivesse maquiagem, sua beleza deslumbrante superava qualquer produção pesada.

Seu olhar vagou pelo rosto dela por dois segundos.

Ao passar pelo closet, ele viu as malas empilhadas de forma organizada.

Todas ainda intocadas.

As roupas não haviam sido penduradas de volta no armário, e seus pertences pessoais não estavam acomodados em seus devidos lugares.

Ela parecia uma hóspede perfeitamente educada, de passagem.

Parecia preparada para...

Partir a qualquer momento.

Gregório encostou-se à beirada da mesa de forma displicente, observando-a:

— E qual é a sua posição?

Celeste achou graça:

— São dois sabores de fezes, e eu ainda sou obrigada a escolher um para comer?

— ...

Ele conhecia muito bem o temperamento de Celeste.

Ela nunca perdia uma discussão.

No espaço vazio deixado pela falta de resposta de Gregório, Celeste pegou o notebook e se levantou:

— Sobre este assunto, acho que nós dois devemos estar na mesma linha de frente. Já que foi você quem causou esse problema, você resolve. Eu preciso ter a certidão de divórcio nas minhas mãos, sem sombra de dúvidas.

Por não ter seguido os trâmites normais daquela vez, a situação agora havia se tornado um bumerangue.

O perigo constante de que tudo fosse invalidado a irritava profundamente.

Gregório não respondeu.

Ele apenas manteve uma mão no bolso e a outra apoiada na mesa, batendo os dedos de forma displicente.

Isso fez Celeste pensar um pouco mais, enfatizando:

— A minha estadia aqui é uma medida temporária, apenas para acalmar a velha senhora. Nós não precisamos realmente pensar em ter um filho, isso não vai impedir você de se manter puro para a mulher que ama.

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