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Nosso Casamento Tinha Prazo romance Capítulo 235

Celeste mal podia acreditar que tais palavras pudessem sair da boca de alguém.

Atrapalhar o convívio normal?

— Se vocês têm um caso, admitam logo. Para que enfeitar tanto a história? — Ela manteve a expressão serena, mas o tom de voz não deixou margem para dúvidas.

Urbano engasgou severamente.

Chocado com o vocabulário de Celeste.

O rosto de Dulce até perdeu a cor.

Seus lábios tremeram levemente.

Celeste era mesmo uma caipira criada no meio do mato, tão vulgar e rude que chegava a ser irracional!

Os olhos escuros de Gregório se aprofundaram, fixos em Celeste.

Celeste já sabia.

Seu ex-marido estava, mais uma vez, com pena da sua querida.

Os outros podiam ir até lá provocá-la, mas se ela respondesse à altura, a culpa era dela.

Com um sorriso irônico no coração, Celeste encontrou o olhar dele:

— Se você tem alguma objeção, vá perguntar à sua avó. Foi ela quem arranjou isso.

Tendo dito isso.

Celeste pegou o regador e a tesoura de poda, continuando em direção aos fundos, onde as macieiras ornamentais estavam plantadas.

Ela não tinha paciência para lidar com aquela gente.

Sobre como recuperar a certidão de divórcio e garantir que não fosse anulada pela velha senhora, ela teria que discutir com Gregório em particular.

A atitude de Celeste foi afiada demais.

Urbano ostentou uma expressão de espanto:

— A Celeste foi fazer queixas para a velha senhora de novo? Usando a autoridade da velha para se exibir? Ela insiste em não largar do pé do Gregório, mas finge que não se importa. Aposto que ela só arranjou uma desculpa para não perder a pose, inventando que foi a velha senhora quem exigiu sua volta.

Aquele pingo de orgulho feminino era, no mínimo, ridículo.

Quem acreditaria que Celeste não voltou para casa por vontade própria?

Foi então que Fagner se aproximou, entregando o projeto que tinha em mãos para Urbano dar uma olhada.

Ele olhou para Gregório:

— Qual é a situação dela?

O que ele realmente queria perguntar era: afinal, o divórcio ainda vai sair ou não?

Urbano folheou o projeto e, naquele momento, já havia deixado o assunto de Celeste de lado, aproximando-se com um sorriso:

— O projeto da Dulce já está bastante maduro. Com a medicina inteligente avançando cada vez mais, os principais hospitais precisam de robôs de triagem para economizar mão de obra e ajudar os pacientes a se orientarem. O campo de aplicação é imenso.

Ainda mais.

Dulce planejava procurar a Hercore para continuar as negociações e integrar o banco de dados 'Vitalink' aos robôs em uma parceria.

Isso também ajudaria os pacientes a identificar seus sintomas e determinar o departamento médico correto.

Era a união de forças poderosas.

Ao ouvir os elogios de Urbano, o mau humor de Dulce, causado por Celeste, dissipou-se imediatamente:

— Você me lisonjeia. Ainda estou na fase de exploração. Afinal, minha especialidade é a farmacologia, mas como a inteligência artificial é a tendência atual, eu também quero tentar mais. Conciliar as duas coisas vai dar um pouco de trabalho.

Urbano logo a confortou:

— Só uma mulher talentosa tem capacidade para conciliar ambas.

Dizendo isso, Urbano ergueu uma sobrancelha e olhou para Gregório:

— Enquanto a Dulce já está desenvolvendo projetos, a Celeste ainda está pensando em como atrair a atenção do Gregório. Com a cabeça cheia de romance, eu imagino que...

— As asneiras que ela disse para a Dulce hoje provavelmente foram porque a Dulce a expulsou da fase de testes clínicos do Hospital Central, impedindo-a de pegar carona na autoria, então ela descontou a raiva.

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