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Nosso Casamento Tinha Prazo romance Capítulo 223

Como o esperado, Luana ficou aterrorizado.

Seu rosto gordinho ficou completamente escarlate enquanto ele olhava nervosamente para os lados.

Certificando-se de que nenhuma outra criança havia escutado.

Celeste sentiu vontade de rir.

Vejam só.

Quem disse que uma criança não entende as coisas? Ele sabia muito bem que sua irmã não tinha razão e que a situação era vergonhosa.

— Celeste! Havia necessidade de falar com uma criança desse jeito? Intimidar crianças te faz sentir superior? — Dulce aproximou-se bem a tempo de ouvir e repreendeu-a com frieza.

Gregório ergueu os olhos na direção delas.

Celeste limitou-se a murmurar um som de desdém: — Continue gritando, e a escola inteira saberá que você adora ser amante.

Os lábios de Dulce contraíram-se.

Ela franziu a testa, visivelmente descontente.

Cegada pelo ciúme, Celeste era capaz de dizer qualquer atrocidade.

Celeste, por sua vez, sentiu o peso do olhar de Gregório.

Era profundo e impenetrável.

Ela tinha plena consciência de que, se proclamasse ali ser a verdadeira Sra. Souza, Gregório não a reconheceria. Pelo contrário, tomaria o partido de Dulce para humilhá-la. Esse mínimo de sensatez ela ainda mantinha.

Decidida a não dar mais trela, puxou Laura e foi embora.

Laura seguiu-a com passos firmes e postura altiva. Seu rostinho estava tenso e sério, e ela sequer olhou para trás.

Pelo canto do olho, Gregório acompanhou a pequena silhueta de Laura.

Ele hesitou por alguns segundos.

-

O jardim de infância estava lotado naquele dia.

Preocupada que Laura estivesse com sede, Celeste pediu que a menina a aguardasse na cadeira enquanto ia até o armário buscar a garrafa térmica de água.

Assim que Celeste se afastou.

Gregório saiu do ambiente principal.

Tivera que atender a uma ligação de trabalho urgente.

Ao encerrar a chamada.

Viu Laura sentada comportadamente no corredor, de cabeça baixa, brincando com um pequeno cubo mágico.

Seus longos passos detiveram-se sem um motivo aparente.

Mudando de direção, caminhou até a menina.

Aquela pergunta, de fato, o pegou desprevenido.

— Porque eu e a Sra. Lopes nos conhecemos.

Uma enxurrada de dúvidas passou pela cabecinha de Laura. Ela tombou a cabeça para o lado, encarando-o, e fez a pergunta que mais a intrigava: — Se vocês se conhecem, por que você não nos defendeu quando aquela moça e o Luana estavam nos maltratando agora há pouco?

Gregório ficou ligeiramente atônito.

Aquela garotinha tinha um raciocínio incrivelmente ágil e sabia identificar os pontos principais, apesar da pouca idade.

Ele levantou as sobrancelhas de forma lenta: — Ela não me disse que precisava de mim.

Laura girou as peças do cubo até resolvê-lo, fez um biquinho e murmurou como quem recita uma lição: — Como diz a regra em casa, doce que precisa ser implorado não tem gosto bom, é melhor nem comer.

A resposta tornou o olhar de Gregório ainda mais profundo e sombrio.

Ele fixou a atenção no rostinho excessivamente delicado e belo de Laura.

— Posso fazer mais uma pergunta?

— Eu escolho se vou responder ou não.

A independência e firmeza daquela criança tão pequena surpreenderam-no.

E ele estreitou os olhos.

— Quem são seus pais?

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