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Nosso Casamento Tinha Prazo romance Capítulo 220

Ela não esperava ver aquele tipo de mensagem.

Hotel? Reserva de quarto?

O celular ainda vibrava na palma de sua mão.

Sua pele já começava a ficar dormente.

Evidenciando a insistência pegajosa de quem, do outro lado, fora mimado e encorajado.

— Me dê o celular.

Uma sombra projetou-se à sua frente, acompanhada por um aroma gélido de pinheiro.

Ela ergueu a cabeça.

E encontrou os olhos de Gregório, profundos e insondáveis.

Ele a observava sem demonstrar qualquer emoção, com a mão alongada estendida em sua direção, exalando uma autoridade irrefutável.

Mesmo que a frase tivesse soado casual.

Mas Celeste sentiu que ele, provavelmente, havia entendido algo errado.

Sem hesitar, Celeste devolveu-lhe o aparelho que ainda vibrava.

Os detalhes do romance dele com Dulce não lhe interessavam nem um pouco.

Ela apenas não queria que seu avô visse toda aquela sujeira.

Mesmo se falasse sobre o divórcio com o avô, seria restrito a uma separação amigável. Afinal, expor que foi traída, abandonada e humilhada só traria tristeza ao idoso.

Quanto a Gregório achar que ela havia pegado o celular de propósito para bisbilhotar sua privacidade...

Não importava.

E ela tampouco se importava.

Gregório não ficou por muito tempo.

Fez companhia a Otávio para tomarem um pouco de chá e logo partiu.

Celeste também tinha trabalho a fazer.

Ao sair, o quarto de hospital ao lado continuava vazio.

Ela sabia que Gregório cuidaria daquela questão.

A Família Alves finalmente se acalmaria.

Devido ao escândalo entre Dulce e a pós-graduanda da Universidade Imperial, a instituição aplicou as devidas punições disciplinares, de modo que o projeto não sofreu atrasos.

A avaliação do medicamento era iminente.

Seria sua primeira e brilhante batalha.

Seu trabalho tornara-se ainda mais complexo e exaustivo.

Na verdade, ela estivera ausente na maior parte do crescimento de Laura. Com o divórcio, Laura finalmente poderia vir para a Cidade Imperial viver ao seu lado, o que lhe proporcionaria essa oportunidade.

Não podia continuar decepcionando a menina eternamente apenas por medo do que poderia acontecer.

Celeste foi se arrumar imediatamente.

Solicitou uma folga no trabalho.

No horário marcado, seguiu direto para o jardim de infância.

Era uma escola de grande porte, onde estudavam os filhos das famílias mais poderosas da Cidade Imperial.

Quando chegou, muitos pais já estavam presentes.

— Mamãe!

Laura avistou Celeste de imediato, e com um sorriso radiante, correu em sua direção com as perninhas apressadas.

Celeste inclinou-se rapidamente para abraçá-la.

— Eu achei que o vovô é quem viria hoje. — As bochechas de Laura estavam coradas, e a alegria com a chegada de Celeste era tanta que a menina não parava de pular no mesmo lugar.

Celeste apertou de leve o nariz da filha: — O avô Resende já está com uma idade avançada, não vamos cansá-lo com isso.

— Tudo bem, eu adoro quando a mamãe fica comigo. Daqui para frente, pode ser sempre você a vir? — Laura perguntou com certa cautela. Ela sabia que sua mãe era muito ocupada e tinha suas dificuldades. O avô Resende lhe dissera que sua mãe estava se esforçando muito para que pudessem viver juntas e não se separassem mais.

Ela sabia que não deveria colocar a mãe em uma situação difícil.

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