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Nosso Casamento Tinha Prazo romance Capítulo 218

Celeste jamais imaginou que ouviria um absurdo daqueles, ser chamada de cunhada de Gregório.

Com apenas algumas palavras, Amanda e Gilmar induziram uma estranha a compreender tudo errado sobre a família deles, ao ponto de... chamarem-na de cunhada de Gregório bem na frente dele e de Dulce.

Dulce também pareceu surpresa.

Logo depois, um brilho de diversão passou por seus olhos, e o sorriso em seus lábios ficou mais evidente.

— Sinto muito, resolveremos esses problemas de família agora mesmo — só então se dignou a lançar um olhar para Celeste.

Ela aceitou os títulos de irmã mais velha e cunhado com a maior naturalidade.

Como se não houvesse nada de errado naquilo.

A expressão de Gregório era de pura apatia, sem demonstrar qualquer intenção de esclarecer o mal-entendido.

Celeste sabia que ele detestava incomodações. Para ele, explicar um mal-entendido era um gasto desnecessário de energia.

Além disso, ele estava mais do que disposto a conceder a Dulce aquele status publicamente.

Por que ele negaria?

A enfermeira-chefe acenou com a mão e voltou ao trabalho.

Gilmar estava radiante. Quando Gregório era apenas o marido de Celeste, ele nunca oferecera nenhum benefício à Família Alves. Celeste nunca conseguira conquistar o coração do marido, sendo uma esposa irrelevante para ele, então por que ele ajudaria a família dela?

Mas agora...

Por Dulce, ele estava disposto a abrir a carteira sem pensar duas vezes.

Como Gilmar não ficaria radiante?

— Celeste, guarde os seus acessos de raiva para quando estivermos a sós. Mantenha a compostura — mas, como estavam em um local público, Gilmar lançou um olhar para Celeste e disse em voz baixa.

Ele não queria que Celeste arruinasse aquele cenário de harmonia.

— Vão dar o fora ou não? — os cantos dos lábios de Celeste se repuxaram em um sorriso sem vida, e ela não recuou um único milímetro.

Ela não permitiria, sob hipótese alguma, que eles ficassem no quarto ao lado do seu avô.

Eles estavam lá apenas para atormentá-lo.

Mesmo que a doença tivesse afetado a mente do avô, o ódio por Gilmar e pela nova família dele estava enraizado em sua alma.

As pessoas da Família Alves eram, sem exceção, todas umas desavergonhadas!

Dulce achava que Celeste já havia lucrado com a situação e ainda queria posar de vítima.

Se não fosse por ela, a Hercore jamais conseguiria uma injeção de capital tão grandiosa para seus projetos.

Em um momento tão crucial, prestes a assinarem os papéis do divórcio.

Aquele era o ponto fraco de Gregório.

Para garantir o título oficial da sua amada, é claro que ele cederia àquela condição.

E, como esperado...

O olhar que Gregório fixou nela tornou-se mais denso e enigmático. Apesar de não demonstrar um incômodo nítido, Celeste tinha certeza de que suas palavras o haviam atingido em cheio.

Poucos segundos depois.

— Tudo bem. Eu prometo — os lábios de Gregório se moveram devagar.

Celeste sabia perfeitamente bem...

Que assuntos como aquele só seriam resolvidos se tratados diretamente com Gregório.

A Família Alves era um bando de desalmados incapazes de ouvir a razão, que não mediriam esforços para lhe causar problemas. Por pura ironia, ela devia agradecer pela obsessão de Gregório em proteger a imagem de Dulce, pois fora isso que possibilitara aquele acordo.

Sendo assim, o humor dela deu uma leve aliviada.

— Ótimo. Não vou atrapalhar o seu encontro romântico e o seu tempo com os sogros — Celeste não tinha a menor intenção de desperdiçar seu tempo com ele. Lançou-lhe um sorriso forçado e virou-se, indo em direção ao quarto de Otávio.

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