Entrar Via

Nosso Casamento Tinha Prazo romance Capítulo 205

Celeste empurrou o peito dele com força.

— Não encosta em mim.

O movimento foi tão brusco que ela quase perdeu o equilíbrio.

Gregório a encarou, soltou um riso anasalado e, ignorando a resistência de Celeste, aproximou-se para pegá-la no colo e levá-la até a cama, como se nada houvesse acontecido.

Antes que Celeste pudesse reagir, já estava deitada no colchão.

— O hotel mandou os remédios, tome primeiro.

Vestindo apenas uma toalha seca enrolada na cintura, Gregório caminhou com suas pernas longas até uma cadeira, sentou-se e estendeu alguns comprimidos para Celeste.

No criado-mudo, já havia um copo de água morna que ele havia deixado preparado.

Durante todo o processo, ele não demonstrou qualquer traço de afeto. Seu semblante continuava distante, beirando a mais absoluta frieza.

Parecia estar cumprindo apenas uma mera obrigação humanitária.

— Obrigada, eu vou tomar. Você já pode ir.

Celeste não queria ter que lidar com ele, tentando manter o tom o mais educado possível.

Ele esticou as longas pernas e respondeu com indiferença:

— Hum, assim que você tomar, eu vou.

Aquele olhar era afiado demais.

Como se já tivesse percebido que ela não pretendia engolir os comprimidos.

Ele sabia melhor do que ninguém o quanto Celeste detestava tomar remédios.

Celeste engoliu em seco, apertou os lábios, pegou os comprimidos da palma da mão dele e, com uma expressão apática, bebeu-os com a água.

O amargor não era nada em comparação ao seu desconforto.

Afinal, o sofrimento que aquele homem à sua frente já lhe causara era infinitamente pior.

— Satisfeito?

Ao perguntar, Celeste pegou o despertador na mesa de cabeceira e o ajustou para as seis e meia.

Os olhos profundos de Gregório a observavam. O rosto da mulher estava pálido, mas a aversão em seu olhar não podia ser disfarçada.

Ele pegou o copo vazio das mãos dela:

— Vá dormir.

Ela acompanhou com os olhos a saída de Gregório.

Só então Celeste soltou um suspiro de alívio.

Enrolou-se firmemente nas cobertas, desejando apenas ter uma boa noite de sono.

O salto repentino da cama causou-lhe uma nova onda de tontura.

A porta foi aberta de repente pelo lado de fora.

Quando Gregório entrou com seus passos longos, Celeste ainda estava desorientada:

— O que você ainda está fazendo aqui?

Ele já havia trocado de roupa e, muito provavelmente, tomado banho, pois trazia consigo o aroma fresco de sabonete.

Gregório, obviamente, não se importou com a repulsa de Celeste.

Aproximou-se, pegou um termômetro infravermelho, afastou com a mão os fios de cabelo grudados pelo suor na testa dela e mediu sua temperatura. Seus olhos escuros pousaram por um instante na pequena cicatriz que normalmente ficava escondida sob o cabelo de Celeste, desviando o olhar logo em seguida, sem demonstrar qualquer emoção.

— Trinta e sete e um. A febre baixou.

— Eu perguntei o que você ainda está fazendo aqui. E onde está o meu celular?

Com a cabeça pesada, Celeste virou-se, tateando a cama em busca do aparelho.

Gregório a observou com desdém, girando o termômetro nas mãos, e lhe informou a realidade:

— Caiu na piscina e, até o momento, ainda não foi encontrado.

Celeste ficou em silêncio absoluto...

Então, ela realmente havia dado um bolo em Gabriel?

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Nosso Casamento Tinha Prazo