Celeste empurrou o peito dele com força.
— Não encosta em mim.
O movimento foi tão brusco que ela quase perdeu o equilíbrio.
Gregório a encarou, soltou um riso anasalado e, ignorando a resistência de Celeste, aproximou-se para pegá-la no colo e levá-la até a cama, como se nada houvesse acontecido.
Antes que Celeste pudesse reagir, já estava deitada no colchão.
— O hotel mandou os remédios, tome primeiro.
Vestindo apenas uma toalha seca enrolada na cintura, Gregório caminhou com suas pernas longas até uma cadeira, sentou-se e estendeu alguns comprimidos para Celeste.
No criado-mudo, já havia um copo de água morna que ele havia deixado preparado.
Durante todo o processo, ele não demonstrou qualquer traço de afeto. Seu semblante continuava distante, beirando a mais absoluta frieza.
Parecia estar cumprindo apenas uma mera obrigação humanitária.
— Obrigada, eu vou tomar. Você já pode ir.
Celeste não queria ter que lidar com ele, tentando manter o tom o mais educado possível.
Ele esticou as longas pernas e respondeu com indiferença:
— Hum, assim que você tomar, eu vou.
Aquele olhar era afiado demais.
Como se já tivesse percebido que ela não pretendia engolir os comprimidos.
Ele sabia melhor do que ninguém o quanto Celeste detestava tomar remédios.
Celeste engoliu em seco, apertou os lábios, pegou os comprimidos da palma da mão dele e, com uma expressão apática, bebeu-os com a água.
O amargor não era nada em comparação ao seu desconforto.
Afinal, o sofrimento que aquele homem à sua frente já lhe causara era infinitamente pior.
— Satisfeito?
Ao perguntar, Celeste pegou o despertador na mesa de cabeceira e o ajustou para as seis e meia.
Os olhos profundos de Gregório a observavam. O rosto da mulher estava pálido, mas a aversão em seu olhar não podia ser disfarçada.
Ele pegou o copo vazio das mãos dela:
— Vá dormir.
Ela acompanhou com os olhos a saída de Gregório.
Só então Celeste soltou um suspiro de alívio.
Enrolou-se firmemente nas cobertas, desejando apenas ter uma boa noite de sono.
O salto repentino da cama causou-lhe uma nova onda de tontura.
A porta foi aberta de repente pelo lado de fora.
Quando Gregório entrou com seus passos longos, Celeste ainda estava desorientada:
— O que você ainda está fazendo aqui?
Ele já havia trocado de roupa e, muito provavelmente, tomado banho, pois trazia consigo o aroma fresco de sabonete.
Gregório, obviamente, não se importou com a repulsa de Celeste.
Aproximou-se, pegou um termômetro infravermelho, afastou com a mão os fios de cabelo grudados pelo suor na testa dela e mediu sua temperatura. Seus olhos escuros pousaram por um instante na pequena cicatriz que normalmente ficava escondida sob o cabelo de Celeste, desviando o olhar logo em seguida, sem demonstrar qualquer emoção.
— Trinta e sete e um. A febre baixou.
— Eu perguntei o que você ainda está fazendo aqui. E onde está o meu celular?
Com a cabeça pesada, Celeste virou-se, tateando a cama em busca do aparelho.
Gregório a observou com desdém, girando o termômetro nas mãos, e lhe informou a realidade:
— Caiu na piscina e, até o momento, ainda não foi encontrado.
Celeste ficou em silêncio absoluto...
Então, ela realmente havia dado um bolo em Gabriel?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Nosso Casamento Tinha Prazo
Estou só chorando 😭😭😭😭😭...
Essa autora não tem um pingo de respeito pela Celeste, esmaga até o último resquícios de humanidade dela, só valoriza a amante. Misericórdia dá ódio de ler esses livros onde as amantes tem tudo e anda de cabeça erguida....
Top demais eu nunca li u livro tão bom assim, parabéns autora👏👏👏👏👏...
Meu pressentimento estava correto esse Vinícius não vale nada nem o que o cachorro enterra...
Porque demora tanto a atualizar?...
Por ser um romance,a autora não trás o romantismo,a história não tem um beijo,um abraço.pra mim é uma história sem ápice.Autora dê mais clímax a história....
Que tudo!!!! Esse capítulo autora😎👏👏👏👏👏...
Torcendo pela restauração da família Celeste Gregorio e Laura ❤️❤️❤️...
Não gosto do Vinícius esse cara não me passa confiança que Celeste passe longe dele...
Vai ser uma sacanagem se essa autora mudar a personalidade do Vinicius para ano final dar ela pra o Gregório que claramente é um homem que não apoiou ela nos momentos de maior necessidade como o nascimento da filha, inventa uma situação pra justificar as atitudes dele....