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Nosso Casamento Tinha Prazo romance Capítulo 201

Um brilho de interesse cruzou o olhar de Gabriel.

Não era ruim que uma mulher tivesse um gênio forte; se fosse fácil demais, perderia a graça.

Sem se importar, ele continuou ligando.

Urbano não notou que Gabriel estava fazendo uma chamada de vídeo e sussurrou para Fagner:

— A Celeste perdeu o juízo? Ela está tentando dar o troco?

Fagner estreitou os olhos, aprofundando o olhar.

Não disse nada.

Ele olhou para Gregório, sentado não muito longe.

O homem estava recostado no sofá, com uma expressão apática, inclinando-se para ouvir o que Dulce dizia.

Onde é que ele parecia se importar com alguma coisa?

Será que Celeste havia se arrependido do divórcio e, para provocar Gregório, não hesitaria em usar métodos tão decadentes?

— Gregório? Você não vai impedi-la?

Dulce, sentada bem ao lado de Gregório, perguntou em voz baixa.

Ela suspirou suavemente:

— Acho que a Celeste está passando um pouco dos limites.

Como irmã mais velha de Celeste, era natural que ela expressasse sua opinião.

Gregório girou a borda do copo com os dedos longos.

— Impedir o quê?

Seus olhos eram límpidos e serenos, sem revelar qualquer perturbação.

Parecia tão distante que nem sequer processava o que ela estava perguntando.

Um sorriso despontou nos lábios de Dulce. Ela brindou com ele e encerrou aquele assunto:

— Mais tarde, vamos dar uma volta na praia. Só nós dois.

Gabriel via a quantidade de vezes que a ligação fora recusada.

Não tinha intenção de parar.

Insistia incansavelmente.

Enquanto ligava, erguia o copo para beber com as pessoas ao redor.

No hotel.

Após recusar a chamada pela enésima vez e continuar sendo perturbada.

Celeste parou de redigir a fórmula, trocou um olhar com David Costa e decidiu atender.

A primeira coisa que viu foi o ambiente escuro de um bar, com uma música não tão barulhenta, mas sim bastante suave.

Gabriel não percebeu que ela havia atendido e continuava conversando com a pessoa ao seu lado.

— Que tal cantarmos uma música juntos? Pessoa Especial, pode ser?

Celeste conhecia aquela canção.

Podia-se dizer que era uma balada transbordando de amor.

Aquilo não seria apenas cantar.

Seria uma troca de juras apaixonadas.

Ela definitivamente não tinha fetiche em ouvir como os dois flertavam ou como viviam seu romance tórrido.

Quando estava prestes a desligar.

Gabriel de repente abriu a boca:

— Por que a Sra. Alves não nos conta primeiro como começou o romance com o Diretor Souza? Como ele fez para conquistá-la? O Diretor Souza também podia me dar umas dicas. Amanhã eu vou sair com a Celeste, como faço para o nosso encontro avançar para algo mais profundo?

Aquela menção a avançar para algo mais profundo.

Celeste não era idiota.

Entendia perfeitamente que ele queria dizer levá-la para a cama.

Não esperava que Gabriel fosse pedir conselhos amorosos justo para Gregório.

Ela havia se tornado o assunto da roda de fofocas entre eles.

Gregório iria mesmo ensinar a Gabriel como... conquistá-la?

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