Seria aquilo o que chamavam de destino irônico?
Ela e Juliana frequentavam aquele restaurante há anos.
Quem diria.
Gregório também estava ali para comemorar ter se livrado do casamento...
— Ele ainda está comemorando? — Juliana rangeu os dentes, rindo de pura indignação. — Parece que não via a hora de se divorciar de você! Quando foi que você o tratou mal?!
O sangue subiu-lhe à cabeça; a vontade era de destruir o lugar ali mesmo.
A ideia original era aproveitar que o dia de Celeste estava sendo bom e relaxar um pouco.
E acabaram dando de cara com tamanha falta de sorte!
Celeste olhou de soslaio, notando a atmosfera incomum do restaurante.
Não era para menos.
Havia arranjos florais românticos espalhados por toda parte.
Tudo indicava o excelente humor do anfitrião daquela festa.
A sua presença ali, pelo visto, apenas arruinaria aquela atmosfera festiva?
— Vamos para outro lugar. — Celeste olhou ao redor, percebendo o cuidado colocado na decoração. Deu um tapinha no ombro de Juliana, aceitando a situação com tranquilidade.
Ex-mulher e ex-marido no mesmo ambiente não faria o menor sentido.
Além do mais.
Laura também estava a caminho.
Não valia a pena se estressar por algo tão inútil.
Juliana também compreendeu a lógica, mas não sem antes erguer o dedo do meio na direção do segundo andar antes de sair, irritada, para buscar o carro.
Com a partida da amiga,
Celeste esperou um instante na entrada, preparando-se para sair da viela.
Deu de cara, no entanto, com Gregório e Dulce, que caminhavam lado a lado em sua direção.
Os dois conversavam enquanto andavam; embora fosse Dulce quem mais falasse, Gregório ouvia com atenção, curvando os lábios em um leve sorriso de vez em quando.
Ela chegou a notar um traço de afeição no rosto dele.
Talvez o olhar de Celeste tenha sido óbvio demais, pois ele virou o rosto e, de supetão, os olhares se cruzaram.
Gregório parou de andar.
O sarcasmo repentino de Celeste havia atingido ambos de uma só vez.
Celeste, de fato, não tinha o menor interesse em prolongar a conversa.
Afinal, já estavam divorciados.
Não valia a pena desperdiçar seu tempo por causa dele.
Precisava ir embora rápido.
David havia lhe mandado uma mensagem avisando que já estava na entrada da viela com Laura.
Ela ainda não o tinha informado sobre a situação do restaurante.
Celeste passou pelos dois e caminhou a passos firmes em direção à saída.
Sem lançar sequer um olhar extra.
Dulce franziu o cenho.
Os modos vulgares de Celeste com certeza haviam sido moldados na mais de uma década em que fora abandonada no interior. Não era à toa que, mesmo tentando de tudo, não conseguira prender o coração de Gregório.
Quantos homens se interessariam por uma mulher daquelas?
Ela segurou o braço de Gregório, observando-lhe o semblante. Somente após constatar que ele não havia voltado a olhar para Celeste, ela abriu um sorriso terno: — Gregório, pode ir entrando, esqueci a minha bolsa no carro.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Nosso Casamento Tinha Prazo
Estou só chorando 😭😭😭😭😭...
Essa autora não tem um pingo de respeito pela Celeste, esmaga até o último resquícios de humanidade dela, só valoriza a amante. Misericórdia dá ódio de ler esses livros onde as amantes tem tudo e anda de cabeça erguida....
Top demais eu nunca li u livro tão bom assim, parabéns autora👏👏👏👏👏...
Meu pressentimento estava correto esse Vinícius não vale nada nem o que o cachorro enterra...
Porque demora tanto a atualizar?...
Por ser um romance,a autora não trás o romantismo,a história não tem um beijo,um abraço.pra mim é uma história sem ápice.Autora dê mais clímax a história....
Que tudo!!!! Esse capítulo autora😎👏👏👏👏👏...
Torcendo pela restauração da família Celeste Gregorio e Laura ❤️❤️❤️...
Não gosto do Vinícius esse cara não me passa confiança que Celeste passe longe dele...
Vai ser uma sacanagem se essa autora mudar a personalidade do Vinicius para ano final dar ela pra o Gregório que claramente é um homem que não apoiou ela nos momentos de maior necessidade como o nascimento da filha, inventa uma situação pra justificar as atitudes dele....