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Nosso Casamento Tinha Prazo romance Capítulo 182

Fagner também ficou surpreso com o rumo que as coisas tomaram.

Seu olhar pousou em Gregório.

Afinal, era ele quem daria a palavra final.

Depois de cruzar seu olhar com o de Celeste, Gregório repousou a xícara de chá e abriu a boca sem pressa.

— Vamos considerar esse assunto.

Ao ouvir aquelas palavras.

Celeste franziu a testa, impaciente.

O que isso significava? O divórcio ainda aconteceria ou não?

A velha senhora bateu a bengala com força no chão.

— Não me enrole. Você já tem trinta anos, precisa ter um filho. Seja menino ou menina, precisa ter pelo menos um, e eu só reconhecerei o filho seu e da Celeste!

— Está bem.

Gregório não tentou mais convencer a velha senhora a mudar de ideia, e disse de forma direta.

— Então faremos assim.

Celeste olhou para ele, pasma.

Jamais esperava que Gregório fosse concordar. Sentiu um aperto no peito e abriu a boca para questioná-lo.

Mas a velha senhora já assentia, satisfeita.

— Sendo assim, converse com a Celeste sobre a compensação. De qualquer forma, a Família Souza não a deixará desamparada.

A velha senhora virou-se e deu tapinhas nas costas da mão de Celeste.

— Mesmo que se divorciem, desde que você seja a mãe de uma criança da Família Souza, a família cuidará de você. Será a sua garantia para o futuro. A avó sabe que você logo entenderá as vantagens disso.

A velha senhora não deu a Celeste nenhuma chance de recusar.

Acenou com a mão e disse.

— Se quiser proteger a Dulce, é melhor fazer o que eu disse.

Aquelas palavras foram direcionadas a Gregório.

Tendo dito isso.

A velha senhora virou-se e foi embora.

Deixando a mensagem bem clara.

Assim que a porta se fechou.

A expressão de Celeste escureceu, e ela olhou para Gregório com olhos gélidos.

— Eu já disse, se for para divorciar, que seja de forma limpa. Não aceito nenhuma cláusula adicional!

Já nem o queria mais.

Quem gostaria de ter um filho com ele agora?

Celeste deu uma olhada.

Sua respiração parou de repente.

O contrato de transferência do Ateliê Lopes de Antiguidades...

Ela olhou para ele, atônita.

— Como a loja de antiguidades da Família Lopes foi parar nas suas mãos?

Foi então que o Sr. Advogado Sequeira explicou.

— O Diretor Souza a comprou da Família Alves há alguns dias. Como o processo de revenda da Família Alves era complexo, e os procedimentos e certificados das antiguidades eram extensos, o negócio só foi finalizado hoje. Está avaliado em quase oitocentos milhões.

O coração de Celeste agitou-se como as ondas do mar.

Ela sabia muito bem o quão valiosa era aquela loja de antiguidades.

Tinha permitido que aquele parasita do Gilmar construísse sua fortuna à custa da Família Lopes.

Não era de se admirar que Gilmar não tivesse ido procurar o avô dela novamente para forçar a assinatura da transferência.

Foi porque havia tirado proveito de Gregório que deixou o avô dela em paz...

O que antes exigiria lutar com unhas e dentes contra a Família Alves, agora se tornara a moeda de troca nas mãos de Gregório para forçá-la a ceder.

Gregório acionou o isqueiro de metal duas vezes, sem acender nenhum cigarro, e a encarou com seus olhos escuros sob a luz fraca da faísca.

— A velha senhora é inflexível. Ela só vai deixar isso para lá se você concordar. Celeste, desde que você aceite o pedido dela primeiro, eu entregarei pessoalmente a loja de antiguidades que você tanto quer de volta às suas mãos.

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