Entrar Via

Nosso Casamento Tinha Prazo romance Capítulo 163

E então, o noivado naturalmente chegaria ao fim sem dar em nada.

-

O jantar de confraternização terminou.

Juliana ainda precisava voltar para revisar os vídeos.

Celeste desceu as escadas sozinha, preparando-se para ir para casa.

Ela já não aguentava mais ouvir a conversa focada apenas em Dulce e Gregório; só queria um momento de paz o mais rápido possível.

Assim que saiu pela porta.

Uma chuva de primavera começou a cair.

Viu Gregório parado ali na entrada.

Ele estava com a cabeça erguida, olhando para a chuva noturna, com a linha da mandíbula bem definida. De pé sob a garoa, vestia roupas pretas impecáveis, exibindo uma postura esguia e firme.

Ao ouvir os passos, virou-se para ela: — Veio de carro?

Celeste não tinha intenção de puxar assunto.

Mas ele falou de repente, e ela respondeu por educação: — Não.

— Quer que eu te dê uma carona?

Celeste achou a pergunta quase engraçada.

Se quisesse mesmo dar carona, precisaria perguntar?

— Não precisa.

— Certo.

Ele nem insistiu; pareceu ter perguntado apenas por formalidade, cumprindo um protocolo.

— Gregório, precisamos ir.

Um Bentley parou. A janela desceu, e Dulce colocou a cabeça para fora. Lançou um olhar rápido a Celeste e falou com ele.

Gregório deu passos longos e entrou diretamente no carro.

Celeste teve ainda mais certeza de que ele estava apenas fingindo cortesia.

Como ele a levaria para casa de verdade? Ele jamais permitiria que ela entrasse no carro para arruinar seu momento a dois com Dulce.

Celeste desviou o olhar.

Já estava mais do que acostumada a ser a pessoa deixada para trás.

Não sentia mais nada a respeito.

Parou um táxi e foi direto para o apartamento.

No dia seguinte.

A preparação e pesquisa continuaram.

Durante o horário de almoço.

Celeste pegou sua marmita e foi comer com Juliana, que estava nos bastidores monitorando as telas.

As gravações eram contínuas.

Celeste também estava curiosa para saber como era a visão dos bastidores.

Sentada diante de uma fileira de monitores, ficou impressionada: — Dá para ver tudo perfeitamente. Quantas câmeras você instalou?

Se eles se beijaram ou não depois que a tela foi cortada, não importava.

O divórcio estava próximo, e nada daquilo tinha mais a ver com ela.

Juliana abriu a boca para falar, mas hesitou.

No fim, apenas murmurou entre dentes: — Ela só quer entrar numa disputa com você! Ontem filmamos você e o Gregório, e hoje ela vem com essa ceninha. As intenções dela são mais claras que a luz do dia!

Queria que aquela cena fosse mantida?

Só nos sonhos!

No final da tarde.

As gravações daquele dia haviam terminado.

O pessoal da Universidade Imperial já tinha voltado para a faculdade para fazer seus relatórios.

Ao se dirigir às escadas, Celeste cruzou exatamente com Dulce.

A mulher lançou-lhe um olhar rápido e logo desviou friamente.

Celeste teve uma sensação estranha.

A atitude de Dulce fazia parecer que Celeste é quem era a amante.

Admirando a audácia da outra, Celeste decidiu simplesmente ir esperar o elevador, mesmo na hora do rush.

No momento em que virou as costas.

Viu Wanda Borges saindo do elevador com uma expressão furiosa. Passou reto por Celeste, caminhou diretamente até Dulce, ergueu a mão e desferiu-lhe um tapa sonoro!

Agarrou-a pelo colarinho: — Quer tanto assim entrar para a Família Souza? Só na próxima vida!

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Nosso Casamento Tinha Prazo