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Nossa! Meu Marido de Aluguel é um Bilionário! romance Capítulo 88

ISABEL LINORES

Aquele domingo foi, sem sombra de dúvidas, um dos dias mais felizes, gratificantes e exaustivos da minha vida inteira. Charles e eu passamos a manhã e boa parte da tarde carregando caixas, montando os últimos móveis e ajudando a minha mãe e a minha tia a organizarem tudo na nova casa.

Ver a minha mãe arrumando as suas panelas na cozinha, e planejando com empolgação onde plantaria as mudas no quintal me enchia de um orgulho indescritível. Era a sensação de um dever cumprido.

A despedida no fim da tarde foi regada a muitas lágrimas de alegria e abraços esmagadores.

— Obrigada, minha filha. Muito obrigada por tudo o que você e o Charles estão fazendo por mim — minha mãe disse, apertando o meu rosto entre as mãos, com os olhos vermelhos de tanto chorar.

— A senhora merece, mãe. Aproveite a sua casa nova. Nós vamos nos ver sempre — prometi, dando um beijo na bochecha dela antes de finalmente caminharmos até o carro.

O trajeto de volta para o nosso apartamento foi feito em um silêncio confortável. O sol já estava se pondo e o cansaço começava a se alojar nos meus ombros. Mas, no instante em que a porta se abriu e nós entramos, Charles cumpriu a provocação indecente que havia me feito.

A porta foi trancada e as mãos dele agarraram a minha cintura. Fui puxada com força e as minhas costas bateram contra a parede, bem ao lado da porta de entrada.

A bolsa caiu das minhas mãos e escorregou para o chão.

— Charles... — ofeguei, surpresa pela rapidez do ataque, mas o resto da minha frase foi completamente engolido pela boca dele.

O beijo foi faminto e desesperado. O cansaço da mudança desapareceu do meu corpo como se nunca tivesse existido. A língua dele invadiu a minha boca com uma urgência que me deixou tonta, explorando cada canto, provando o meu gosto e derretendo os meus joelhos.

Envolvi o pescoço dele com os meus braços, puxando os fios curtos do seu cabelo escuro, gemendo contra os lábios dele. O corpo rígido e quente do meu marido prensava o meu contra a parede. Eu podia sentir cada músculo dele pressionado contra os meus seios.

A liberdade de estarmos sozinhos era um combustível perigoso. As mãos de Charles desceram pelas minhas laterais com impaciência, agarrando a barra da minha blusa e puxando-a por cima da minha cabeça de uma vez só, se livrando em seguida do meu sutiã, jogando no chão.

A boca dele desceu do meu pescoço direto para os meus seios expostos. Ele capturou o meu mamilo direito, sugando com uma força deliciosa que me deixou completamente encharcada. Eu arqueei as costas, cravando as unhas nos ombros largos dele, gemendo alto sem me importar com o volume da minha própria voz.

As minhas mãos desceram instintivamente para a calça dele, buscando o zíper. Eu estava desesperada para tocá-lo. Quando os meus dedos roçaram no volume imenso que já se erguia dolorosamente contra o tecido da calça dele, o meu juízo retornou.

Eu estava prestes a puxar o zíper para baixo quando uma fagulha de razão acendeu na minha mente enevoada pela luxúria.

— Charles... — murmurei ofegante, afastando o rosto dele do meu seio apenas o suficiente para que eu pudesse olhar nos seus olhos escuros e ardentes. — Espera. A camisinha. Está no quarto.

Ele parou, com o peito subindo e descendo, a respiração quente batendo no meu rosto. Um sorriso torto, malicioso e muito sexy repuxou o canto dos lábios dele.

— Não se preocupe, esposa — ele sussurrou, sua voz rouca vibrou contra o meu ouvido. — Eu vim preparado. Tenho na carteira.

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