CHARLES KINGSTON
Passei por cima do corpo do primeiro homem que eu havia apagado e caminhei até o terceiro invasor, ele tentou me atacar e agora se contorcia segurando as costelas fraturadas.
Agarrei o colarinho do casaco dele com uma das mãos e o ergui do chão com violência, prensando as costas dele contra a parede ao lado da lareira.
— Quem mandou vocês aqui?! — Apertei o antebraço contra a garganta dele, cortando parte do seu suprimento de ar. — Responda agora, ou eu garanto que você não sairá dessa montanha com vida.
O homem tossiu, cuspindo sangue no chão, e balançou a cabeça, recusando-se a abrir a boca.
— Não vai falar? Tudo bem. Eu mesmo descubro. — murmurei.
Com a minha mão livre, comecei a revistar os bolsos dele. Meus dedos logo encontraram o formato retangular de um celular. Puxei o aparelho. Abri o aplicativo de mensagens.
"Quero o serviço limpo e rápido. Matem a mulher. Façam parecer um assalto que deu errado. Certifiquem-se de que Isabel Linores não volte."
A mensagem não tinha nome de remetente, mas havia um anexo logo abaixo: um comprovante de transferência bancária para o pagamento do serviço. E, no detalhe do remetente financeiro, o nome estava claro: Victoria Brookes.
Aquela pirralha mimada e fútil achava que podia brincar de Deus com o dinheiro do pai. Eu sabia que Victoria era mesquinha, mas ordenar o assassinato da minha esposa? Aquilo ia muito além de um simples capricho.
Guardei o celular no meu bolso e voltei a focar os meus olhos no lixo prensado contra a parede. Apertei o meu braço contra a traqueia dele com mais força, fazendo-o arregalar os olhos.
— Eu já sei quem pagou vocês. Agora, preste muita atenção na minha próxima pergunta. Quantos de vocês vieram para cá?
Ele tentou puxar o ar, arranhando o meu braço com as unhas sujas. Afrouxei a pressão, o suficiente para que ele conseguisse sussurrar.
— Q-quatro... — ele engasgou, com a voz esganiçada. — Somos quatro.
Meus olhos varreram o chão da sala. O primeiro homem que eu apaguei. O segundo com o braço quebrado, gemendo perto da mesa de centro. E este que eu segurava. Três.
Eu não senti medo pelas facas ou pelo ataque. Mas senti terror ao perceber que o quarto homem não estava na sala.
Isabel!
Larguei o mercenário no chão depois de mais um golpe e corri. Subi os degraus de dois em dois, movido por um desespero que eu nunca havia sentido antes em toda a minha existência.
Assim que cheguei ao topo da escada, vi que a porta do quarto estava completamente destroçada. Avancei pelo corredor e entrei no quarto. No fundo do cômodo, perto do banheiro, a silhueta imensa do quarto invasor se destacava.
Ele estava encostado na porta do banheiro, brincando.
— ...vou garantir que experimente o máximo de dor possível — o homem zombou, se preparando para desferir um chute que arrombaria a última barreira entre ele e a minha mulher.
Ele não teve tempo.
Agarrei a parte de trás da jaqueta dele com as duas mãos. Usando o momento de desequilíbrio e a minha própria força, puxei o homem para trás e o arremessei através do quarto.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Nossa! Meu Marido de Aluguel é um Bilionário!
olá! gostaria de lê a história completa, como faço?...