CHARLES KINGSTON
Isabel dormia profundamente. Uma das pernas dela estava jogada casualmente sobre a minha coxa, e o braço dela abraçava o meu peito. A pele dela estava marcada com pequenos pontos avermelhados, provas irrefutáveis da noite intensa e perfeita que havíamos compartilhado.
Fiquei completamente imóvel por longos minutos, apenas ouvindo a respiração suave dela e sentindo o cheiro doce dos seus cabelos.
A consumação do nosso casamento falso mudou algo dentro de mim. O nosso contrato ainda tinha dez meses de validade pela frente, mas para mim, ele já havia se tornado inútil. Eu não tinha a menor intenção de deixá-la ir quando o prazo acabasse. Eu continuaria a mimá-la, a protegê-la e a amá-la dentro daquela doce ilusão, até que os sentimentos dela fossem tão profundos e inquebráveis quanto os meus.
Com muito cuidado para não acordá-la, escorreguei para fora da cama. Vesti uma calça e desci as escadas, indo direto para a cozinha.
Eu queria que ela acordasse se sentindo a mulher mais adorada do mundo. Preparei um café da manhã generoso, parecia bonito apesar de ter só coisas básicas: torradas, ovos mexidos, frutas frescas e uma caneca grande de café. Arrumei tudo em uma bandeja e subi de volta.
Sentei na beirada do colchão e depositei a bandeja no criado-mudo. Inclinei-me sobre ela, afastando uma mecha de cabelo escuro do seu rosto.
— Bom dia, bela adormecida — sussurrei, roçando os meus lábios na bochecha dela.
Isabel franziu o nariz, suspirando de forma adorável antes de abrir os olhos devagar. Assim que a visão dela focou no meu rosto, um sorriso preguiçoso e incrivelmente lindo curvou os seus lábios. O olhar dela desceu rapidamente para o meu peito nu, e as bochechas dela ganharam um tom rosado muito charmoso.
— Bom dia, marido — ela murmurou, com a voz ainda rouca de sono, espreguiçando-se sob os lençóis.
— Como você está se sentindo hoje, esposa? — perguntei, acariciando o braço dela.
Ela soltou uma risadinha baixa, puxando a coberta até o queixo para esconder a própria nudez, embora eu já conhecesse cada detalhe daquele corpo perfeitamente.
— Dolorida. Mas feliz — ela confessou, com um brilho malicioso nos olhos. — Você é cheio de surpresas, Charles. Achei que a minha energia iria acabar muito antes da sua.
— Eu avisei que pretendia me manter em forma para te agradar — sorri torto, pegando a bandeja e colocando-a sobre o colo dela. — E para garantir que você recupere as suas forças para mais tarde, eu trouxe o seu café da manhã.
Os olhos de Isabel se arregalaram.
— Café na cama? Meu Deus, eu realmente me casei com o homem perfeito. Muito obrigada, amor.
O apelido carinhoso, dito de forma tão natural, aqueceu a minha alma. Nós tomamos o café da manhã dividindo pedaços de frutas, trocando beijos com gosto de café e dando risadas soltas. Estávamos vivendo uma verdadeira lua de mel.
O domingo inteiro seguiu essa mesma atmosfera de romântismo. Nós não saímos da cabana. O frio do lado de fora era uma excelente desculpa para ficarmos trancados.
Passamos horas deitados no tapete da sala, de frente para a lareira acesa. Isabel me contou histórias da sua infância, e eu ouvi cada palavra com atenção redobrada. Fizemos amor novamente à tarde, de forma muito mais lenta, preguiçosa e carinhosa, explorando cada suspiro um do outro com a calma de quem tem a vida inteira pela frente.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Nossa! Meu Marido de Aluguel é um Bilionário!
olá! gostaria de lê a história completa, como faço?...