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Nossa! Meu Marido de Aluguel é um Bilionário! romance Capítulo 145

CHARLES KINGSTON

A sala de parto do hospital estava cheia de médicos e enfermeiras correndo de um lado para o outro. Mas a minha atenção, estava concentrada unicamente na mulher deitada, apertando a minha mão com toda a força.

Isabel estava suada, com os cabelos grudados no rosto e a respiração ofegante. As contrações estavam cada vez mais próximas e mais violentas. A cada vez que o corpo dela se retesava e ela soltava um gemido abafado de dor, eu sentia como se uma faca estivesse sendo cravada no meu próprio peito.

Me sentia o ser humano mais impotente e inútil da face da Terra. Todo o meu dinheiro e o meu poder não serviam para nada naquele momento. Eu não podia comprar a dor dela. Eu não podia dividir o sofrimento que ela estava passando para trazer o nosso filho ao mundo.

— Respira fundo, Isabel. Muito bem, você está indo muito bem — a médica orientou, posicionada no fim da cama. — A dilatação está completa. Na próxima contração, eu preciso que você faça toda a força que conseguir.

Isabel assentiu, fechando os olhos com força, puxando o ar com dificuldade. Peguei uma toalha úmida e passei delicadamente pela testa dela, tirando o suor que se acumulava.

— Eu estou aqui, meu amor — sussurrei bem perto do ouvido dela, segurando a mão pequena e trêmula com as minhas duas mãos. — Só mais um pouco, Isabel. O nosso Liam já está chegando. Nós vamos conseguir.

Ela abriu os olhos, exaustos, mas brilhando com a determinação feroz que sempre me deixou fascinado.

— Dói muito, Charles... — ela murmurou, com a voz embargada.

— Eu sei, minha vida. Eu sinto muito não poder tirar isso de você. Aperte a minha mão. Pode quebrar os meus dedos se precisar. — pedi, beijando a bochecha molhada de lágrimas da minha esposa.

O monitor apitou, anunciando uma nova contração, e o corpo de Isabel ficou rígido novamente.

— Agora, Isabel! Empurre com toda a sua força! — a médica ordenou.

Isabel soltou um grito longo, e fez a força exigida. O aperto dela na minha mão foi tão intenso que os meus ossos estalaram, mas eu não me importei com a dor. Eu a encorajei a cada segundo, murmurando palavras de amor e compreensão, observando a coragem inabalável da mulher que eu amava mais do que a mim mesmo.

O esforço durou minutos que pareceram horas intermináveis. O medo, a ansiedade e a esperança se misturavam no meu sangue como uma tempestade incontrolável.

— Já consigo ver a cabeça! Mais uma vez, Isabel, só mais uma vez e ele nasce! — a médica avisou.

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