CHARLES KINGSTON
A sala de parto do hospital estava cheia de médicos e enfermeiras correndo de um lado para o outro. Mas a minha atenção, estava concentrada unicamente na mulher deitada, apertando a minha mão com toda a força.
Isabel estava suada, com os cabelos grudados no rosto e a respiração ofegante. As contrações estavam cada vez mais próximas e mais violentas. A cada vez que o corpo dela se retesava e ela soltava um gemido abafado de dor, eu sentia como se uma faca estivesse sendo cravada no meu próprio peito.
Me sentia o ser humano mais impotente e inútil da face da Terra. Todo o meu dinheiro e o meu poder não serviam para nada naquele momento. Eu não podia comprar a dor dela. Eu não podia dividir o sofrimento que ela estava passando para trazer o nosso filho ao mundo.
— Respira fundo, Isabel. Muito bem, você está indo muito bem — a médica orientou, posicionada no fim da cama. — A dilatação está completa. Na próxima contração, eu preciso que você faça toda a força que conseguir.
Isabel assentiu, fechando os olhos com força, puxando o ar com dificuldade. Peguei uma toalha úmida e passei delicadamente pela testa dela, tirando o suor que se acumulava.
— Eu estou aqui, meu amor — sussurrei bem perto do ouvido dela, segurando a mão pequena e trêmula com as minhas duas mãos. — Só mais um pouco, Isabel. O nosso Liam já está chegando. Nós vamos conseguir.
Ela abriu os olhos, exaustos, mas brilhando com a determinação feroz que sempre me deixou fascinado.
— Dói muito, Charles... — ela murmurou, com a voz embargada.
— Eu sei, minha vida. Eu sinto muito não poder tirar isso de você. Aperte a minha mão. Pode quebrar os meus dedos se precisar. — pedi, beijando a bochecha molhada de lágrimas da minha esposa.
O monitor apitou, anunciando uma nova contração, e o corpo de Isabel ficou rígido novamente.
— Agora, Isabel! Empurre com toda a sua força! — a médica ordenou.
Isabel soltou um grito longo, e fez a força exigida. O aperto dela na minha mão foi tão intenso que os meus ossos estalaram, mas eu não me importei com a dor. Eu a encorajei a cada segundo, murmurando palavras de amor e compreensão, observando a coragem inabalável da mulher que eu amava mais do que a mim mesmo.
O esforço durou minutos que pareceram horas intermináveis. O medo, a ansiedade e a esperança se misturavam no meu sangue como uma tempestade incontrolável.
— Já consigo ver a cabeça! Mais uma vez, Isabel, só mais uma vez e ele nasce! — a médica avisou.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Nossa! Meu Marido de Aluguel é um Bilionário!
olá! gostaria de lê a história completa, como faço?...