ISABEL LINORES
Sete meses se passaram desde a nossa mágica lua de mel nas Maldivas. O tempo parecia ter voado, mas, ao mesmo tempo, cada dia foi vivido com intensidade. Agora, na reta final da gravidez, a minha barriga estava simplesmente enorme. Eu me sentia pesada, desajeitada e os meus pés viviam tão inchados que nenhum dos meus sapatos antigos servia mais. A dor na lombar era uma companheira constante e me fazia suspirar várias vezes ao dia. No entanto, mesmo com todo o desconforto físico, eu transbordava de alegria. A cada chute que o nosso menino dava dentro de mim, o meu coração se enchia de um amor inexplicável.
Charles havia se transformado em um marido superprotetor e obcecado pelo meu bem-estar. Nas últimas semanas, ele transferiu quase todas as suas operações, reuniões e conferências da Kingston Tech para o escritório da nossa casa. Ele simplesmente se recusava a me deixar sozinha. Se eu demorasse um minuto a mais no banheiro, ele já batia na porta perguntando se estava tudo bem. Se eu fizesse qualquer som de desconforto, ele largava tudo e corria até mim, perguntando se era a hora.
Naquela tarde ensolarada, Charles estava trancado no escritório em uma videoconferência com investidores europeus. Eu estava deitada no nosso sofá na sala de estar, usando um vestido solto de algodão e com os pés apoiados em uma montanha de almofadas.
O som suave do elevador privativo anunciou uma visita. As portas se abriram e Millie entrou como um verdadeiro furacão na nossa casa.
Ela estava carregando tantas sacolas de lojas infantis e caixas coloridas que eu mal conseguia enxergar o rosto dela.
— Abram alas para a melhor tia do mundo! — Millie anunciou em alto e bom som, largando as sacolas no tapete, soltando um suspiro aliviado. — Meu Deus, eu achei que os meus braços fossem cair no estacionamento!
Eu não aguentei e caí na gargalhada, ajeitando-me no sofá com um pouco de dificuldade para olhá-la direito.
— Millie, pelo amor de Deus, o quarto do Liam já está parecendo uma loja de departamentos! Onde você acha que nós vamos guardar tanta coisa? — perguntei, balançando a cabeça em negação.
Ela cruzou os braços e fez uma expressão de falso ultraje.
— O herdeiro dos Kingston precisa de opções, Isabel! Além do mais, eu não consegui resistir. Olha isso aqui! — Ela se abaixou, enfiou a mão em uma das sacolas gigantes e puxou um urso de pelúcia que seria maior que meu filho, além de um par de tênis minúsculos. — Você tem noção de como ele vai ficar estiloso com isso?
Nós duas rimos. Millie se sentou na beirada ao meu lado, e nós passamos a próxima hora conversando, jogando conversa fora e comendo os doces que a governanta havia deixado preparados.
— Eu mal posso esperar para apertar as bochechas desse menino — Millie suspirou, olhando para a minha barriga redonda. — Falando sério, Isabel, vocês estão demorando muito. Eu sou uma mulher ansiosa, ele já deveria ter saído daí de dentro.
— Faltam mais ou menos duas semanas para a data prevista pelo médico — expliquei, passando a mão pela minha barriga de forma protetora. — Ele vai vir no tempo dele. E eu ainda preciso de uns dias de paz antes de mergulhar em fraldas e noites sem...
A minha frase foi interrompida de forma abrupta.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Nossa! Meu Marido de Aluguel é um Bilionário!
olá! gostaria de lê a história completa, como faço?...