Alguém do nível dele agir como um fura-olho...
Era algo completamente absurdo de se imaginar.
— Saiam dessa. O chefe só deve estar prestando mais atenção na Dra. Vitória porque ela foi convidada recentemente para a equipe. Limpem essas mentes sujas, não vão estragar a reputação do chefe.
— Jura?
O homem resmungou, sem graça.
— Viu só? Até você acha que tem algo rolando!
— Mas qual é a do chefe afinal? Ele realmente pretende conquistar a Dra. Vitória?
— E aí, vocês acham que a Dra. Vitória sabe disso?
Quando o assunto era fofoca, a equipe não conseguia segurar a curiosidade.
Todo mundo queria investigar cada detalhe para descobrir a verdade. O papo estava super animado.
Até que um investigador mais velho interveio e colocou um ponto final naquela reunião de fofocas.
Sérgio Castro, desolado, pegou o celular. Queria mandar alguma mensagem para Vitória Lacerda, mas sentiu que não tinha esse direito.
— Sérgio, eu vou até a floricultura que o chefe mencionou agora pouco. Quer vir junto?
Um colega o chamou.
Sérgio Castro respirou fundo, tentando jogar fora todas as paranoias de sua mente.
— Vamos.
...
Vitória Lacerda não fazia a menor ideia de que havia virado o assunto principal das fofocas da equipe.
Ao ver Fernando Pereira entrar no elevador, ela o seguiu, com o rosto cheio de dúvida.
— Aonde nós vamos?
Fernando Pereira apertou o botão do andar.
— Falar com o delegado Rodrigo.
Os olhos de Vitória Lacerda se arregalaram.
— Falar com o delegado?
Precisava de toda essa mobilização só para pedir uma folga?
Fernando Pereira notou o espanto dela e moveu os dedos levemente.
— Tenho alguns assuntos para tratar.
Vitória Lacerda soltou um "ah".
Ela abaixou a cabeça, sentindo que ainda havia algo errado naquilo.
Ele tinha assuntos para tratar com o delegado.
Mas o que isso tinha a ver com ela?

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