Fernando Pereira murmurou um "uhum". Notando o tom diferente na voz de Vitória Lacerda, ele ergueu uma sobrancelha e perguntou:
— E o que você vai fazer?
— Hum...
Vitória Lacerda não sabia como explicar, então optou por manter o silêncio.
Fernando Pereira não insistiu no assunto.
Os dois foram direto para a sala de reuniões da força-tarefa.
A investigação do caso estava avançando de forma constante.
Com a tecnologia atual, descobrir certas coisas era apenas uma questão de tempo.
Quase no fim da reunião, Fernando Pereira soltou, de repente, uma nova pista.
— Com base no pólen encontrado nas roupas da vítima, conseguimos rastrear algumas floriculturas da cidade.
— Vamos focar em checar quem comprou flores antes do horário do assassinato.
A nova pista animou toda a equipe.
Todos concordaram com entusiasmo.
Quando a reunião acabou, Vitória Lacerda fechou seu notebook.
Ela massageou as têmporas doloridas e, ao tentar se levantar, notou alguém parado ao seu lado.
Ela ergueu o olhar e viu Sérgio Castro. Ele estava com o rosto vermelho e segurava uma sacola.
Ao ver que ela o observava, Sérgio Castro desviou o olhar rapidamente e estendeu a sacola na direção dela.
— Dra. Vitória, aqui dentro tem...
— Vitória Lacerda.
A voz fria de Fernando Pereira ecoou da porta da sala de reuniões.
Vitória Lacerda e Sérgio Castro levantaram a cabeça ao mesmo tempo.
Viram Fernando Pereira os encarando com uma expressão impenetrável.
— Você não ia pedir folga?
Vitória Lacerda: "?"
Ela não podia simplesmente pedir folga para o seu superior direto, que era o próprio Fernando Pereira, ali mesmo?
Será que ele queria que ela fosse até o escritório dele formalizar o pedido?
Vitória Lacerda não entendeu a lógica, mas ela realmente precisava da folga.
Então, ela apenas deu um sorriso de desculpas para Sérgio Castro.
— Desculpe, eu tenho que resolver uma coisa agora. Podemos falar sobre isso mais tarde?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: No Lugar do Meu Ex, Casei com o Capitão da Polícia