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No Lugar do Meu Ex, Casei com o Capitão da Polícia romance Capítulo 184

— Resumindo em uma frase: "O pai do Cláudio e os seus vários filhos".

Vitória Lacerda ouviu o resumo irônico e clínico de Fernando Pereira e não soube se ria ou se chorava.

— Você é—

Antes que a frase saísse, algo estalou na mente de Vitória. Ela arregalou os olhos, encarando-o com um brilho intenso e inquisidor.

— Você já sabia desde o começo?!

Fernando deu de ombros.

— Só descobri um pouquinho antes de você.

Vitória Lacerda não comprou a modéstia.

— O que foi que você viu dessa vez? Mais uma pegada no chão?

Ela ainda tinha a memória fresca e assustadora de como, no caso Viviane Reis, Fernando Pereira conseguiu deduzir toda a identidade do assassino a partir de uma única pegada.

— Não. Dessa vez, eu aprendi com você.

Vitória Lacerda: "..."

Acreditar nas palavras de Fernando Pereira era tão confiável quanto acreditar em mula sem cabeça.

— Fala sério. — ela retrucou.

Ela estava ali, analisando o caso com o maior rigor e seriedade do mundo, gastando o resto de seus neurônios.

E o cara ainda tinha coragem de tirar sarro da cara dela.

Fernando Pereira lançou a ela um olhar de resignação calculada.

— É verdade, eu aprendi com você.

Sem paciência para aquele joguinho, Vitória fuzilou Fernando com o olhar, virou as costas e começou a andar apressada em direção à saída da delegacia.

Fernando riu pelo nariz e apertou o passo para alcançá-la.

— Vi...

— Vitória!

A voz entusiasmada e pegajosa de Isaque Cavalcanti sufocou a fala de Fernando.

Fernando parou de andar abruptamente. Seus olhos se cravaram na figura de Isaque, que estava parado na frente da delegacia — Deus sabia há quanto tempo — esperando como um cachorrinho abandonado. O olhar do detetive foi esfriando a cada segundo.

Isaque ainda segurava as flores amassadas e uma sacola de aplicativo de entrega de comida.

Depois de todo aquele tempo, a comida com certeza já estava dura e fria.

E como previsto, Isaque sorriu, sem graça, e abriu a sacola:

— Eu dei uma olhada agora há pouco e a comida já esfriou. Vitória, vamos para casa, eu faço um lanche para você, que tal? Depois de tanto tempo trabalhando, você deve estar morrendo de fome.

— Me dá só mais uma chance para me explicar, por favor, só uma!

Vitória Lacerda sentia um nojo profundo de Isaque, mas também sabia que se dissesse não, aquele cara iria assombrá-la e persegui-la feito um encosto.

Ela ponderou por um segundo, decidindo que era melhor acabar com aquilo logo.

— Vamos.

Os olhos de Isaque brilharam de alegria.

— Então entra no meu carro.

Vitória franziu a testa, sentindo um arrepio de nojo.

— Esquece. Deus sabe o que você andou fazendo dentro desse carro.

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