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No Dia do Luto — Traição romance Capítulo 305

— Lúcia.

A voz de Santiago veio, apressada. Ele também acabara de chegar.

Lúcia caminhou até ele e, de repente, viu que um dos braços dele estava engessado.

— Irmão, o que aconteceu com o seu braço?

Lúcia se assustou. Fazia só dois dias que não se viam; como ele podia estar tão machucado?

— Não foi nada. Eu caí. Um machucado bobo.

— Bobo? Isso não parece bobo. Você fraturou?

Lúcia quis olhar mais de perto, mas Santiago se esquivou.

— Depois a gente fala disso. O pai já soube. Do lado da Família Ximenes também não está calmo; isso pode respingar em você... e nos parceiros...

A situação era urgente. Santiago tinha vindo especificamente para discutir uma saída com Lúcia.

Se não fosse por isso, do jeito que estava, ele preferiria nem aparecer.

O olhar de Lúcia pousou nele, dolorido, por alguns segundos.

— Eu sei que é complicado, mas agora eu estou mais preocupada com a Verônica. Eu preciso ir atrás dela primeiro.

Uma crise em cima da outra; Lúcia decidiu que nem queria lidar com os parceiros naquele momento.

A internet estava tomada por insultos. Verônica era uma garota; Lúcia não sabia se ela aguentaria.

O mais urgente, para ela, era acalmar Verônica.

Nesse instante, a recepcionista veio correndo e falou algo ao ouvido de Lúcia. O rosto, que já estava ruim, piorou.

Os organizadores do evento de lançamento exigiam vê-la imediatamente.

O impacto do caso de Verônica era grande; a exposição, planejada com várias marcas internacionais, podia ser cancelada por causa disso.

— Você não deve sair da empresa agora. Eu vou procurar a Verônica.

Santiago percebeu a alteração de Lúcia e entendeu o que ela teria de enfrentar.

— Tudo bem. Você precisa acalmá-la direito. Depois de uma coisa dessas, ela deve ser quem mais sofre. Diz pra ela não se preocupar com o resto. Mais tarde a gente pensa numa solução juntos.

Lúcia confiava muito em Santiago. Deu a ele apenas um recado rápido e seguiu com os outros.

Verônica estremeceu; quase perdeu as forças nas pernas.

— ...

Santiago exalava intenção de matar. Por fim, ergueu o olhar para ela.

— Por quê?

— Por quê... o quê?

A garganta de Verônica se apertou. Ela recuou alguns passos, assustada.

Ela estava sem o celular; se Santiago fizesse algo, ela não teria como pedir ajuda.

— A nossa conta não tinha sido encerrada? Por que você ainda fez isso?

No rosto de Santiago não havia emoção. A calma dele era mais assustadora do que Verônica imaginara.

Ele se levantou e caminhou até ela. De repente, levantou a mão; Verônica não tinha para onde fugir e fechou os olhos na mesma hora.

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