Alice ficou atônita. Então o homem estava com medo de que ela não cumprisse o acordo e fugisse?
— Fique tranquilo! Quem tem casa não foge. O instituto está bem ali, para onde eu iria fugir? — Alice retrucou, indignada.
A linha de raciocínio daquele homem só podia ser anormal!
— Que bom que sabe. Alice Almeida, você não tem como fugir. — Sebastião assentiu.
Após dizer isso, o homem se virou e voltou para o carro. Por isso, ninguém viu o constrangimento fugaz que passou por seus olhos naquele momento.
No banco do motorista, Daniel abaixou o vidro para se despedir de Alice e, em seguida, deu a partida.
Alice ficou parada no mesmo lugar, atônita, observando o carro de Sebastião se afastar e subir a ladeira.
Em sua mente, a última frase do homem ecoava repetidamente.
Alice Almeida, você não tem como fugir...
— Esse cara... é muito estranho! — Alice franziu a testa com força, e só relaxou a expressão quando o carro virou a esquina e desapareceu de vista. Ao mesmo tempo, não pôde deixar de soltar um longo suspiro de alívio.
Ela estava um pouco aliviada por Sebastião não ter usado a desculpa de exigir que ela cumprisse o acordo hoje.
Não sabia se ele havia esquecido ou se ainda não tinha decidido o que queria que ela fizesse.
Mas, mesmo que ele não tivesse mencionado hoje, mais cedo ou mais tarde ela teria que enfrentar isso.
Alice suspirou e parou de pensar no assunto.
Quando a hora chegasse, ela lidaria com o problema.
...
Já era madrugada e Jorge ainda não tinha voltado para casa.

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