No primeiro dia de seu retorno oficial, quando Alice Almeida acordou de manhã, a pequena Pérola novamente não estava ao seu lado.
Mas, desta vez, ela não entrou em pânico como antes.
Antes mesmo de descer as escadas, sentiu o aroma delicioso da comida vindo da cozinha.
Na cozinha, Zelinda preparava o café da manhã, e ao seu lado, a pequena Pérola estava em pé, obedientemente, ajudando no que podia.
Enquanto cortava os legumes, Zelinda interagia com a pequena Pérola:
— Levanto a cabeça?
A pequena Pérola respondeu:
— Para olhar a lua brilhante no céu.
Zelinda continuou:
— Baixo a cabeça?
A pequena Pérola completou:
— Para lembrar do meu lugar de origem.
Zelinda riu muito.
— Ah, nossa pequena Pérola é tão inteligente! Já sabe recitar poesia!
A pequena Pérola corou de timidez, mas seus olhos brilhavam intensamente.
Ao virar a cabeça e ver Alice Almeida, ela correu imediatamente e se jogou em seus braços.
— Mamãe!
Alice Almeida pegou a pequena no colo e deu-lhe um beijo estalado na bochecha.
Desde a timidez e o nervosismo iniciais até agora, podendo se jogar em seus braços de forma aberta e feliz, ela via as mudanças evidentes que haviam ocorrido na pequena Pérola.
Zelinda virou-se para Alice Almeida.
— Alice, você acordou! Deixe-me dizer, Pérola é muito inteligente. Eu recitei aquele pequeno poema só duas vezes, e ela já decorou tudo.
Ao ouvir a vovó Zelinda elogiá-la novamente, a pequena Pérola, com os olhos vermelhos de emoção, olhou para Alice Almeida cheia de expectativa.
Como recompensa, Alice Almeida deu mais um beijo no rosto da pequena Pérola.
— Minha Pérola é maravilhosa, muito inteligente!
Os especialistas explicavam que, para a pequena Pérola ganhar segurança emocional, o primeiro passo era fazer com que ela se sentisse confiante.

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