Ao ver que a mãe havia adormecido, ela desceu da cadeira com movimentos muito leves, olhando em volta um pouco desorientada.
Ela queria encontrar um cobertor para cobrir a mãe, mas não sabia onde procurar.
Ao redor, havia apenas estranhos. Embora não a olhassem com repulsa como as pessoas da montanha costumavam fazer, ela ainda não sabia como se aproximar para perguntar.
Dois guardacostas que estavam por perto perceberam a pequena Pérola. Eles iam se aproximar para perguntar o que ela queria, quando viram os olhos da menina brilharem e ela saiu correndo na direção de Sebastião Santos.
Sebastião Santos estava em um canto isolado fazendo uma ligação de trabalho, quando de repente sentiu alguém puxar a barra de sua calça. Ele franziu a testa levemente, mas, ao abaixar a cabeça e ver a pequena Pérola, suas sobrancelhas relaxaram instantaneamente.
— O resto você resolve com o Daniel Duarte. — Com essas palavras, ele jogou o celular para Daniel, que estava logo atrás.
Pego de surpresa, Daniel Duarte agarrou o celular desajeitadamente e continuou apressado a ligação inacabada.
Sebastião Santos abaixou a cabeça, olhando para a pequena Pérola, um pouco surpreso:
— Procurando por mim?
A pequena Pérola apontou para Alice Almeida, que dormia profundamente na poltrona não muito longe dali:
— Dorme, frio, cobertor.
Sebastião Santos seguiu a direção do dedo da pequena Pérola e viu Alice Almeida dormindo daquele jeito. Seus olhos piscaram, e ele acenou para um funcionário:
— Traga-me um cobertor.
O funcionário ficou intimidado pela aura nobre de Sebastião Santos e rapidamente pegou um cobertor novinho em folha.
Sebastião Santos entregou o cobertor para a pequena Pérola, com a voz visivelmente mais suave:
— Leve para cobrir a mamãe.
Com os olhos brilhando, a Pequena pegou o cobertor, correu com suas perninhas até Alice Almeida e a cobriu com movimentos leves e cuidadosos, com medo de acordá-la.
Sebastião Santos observou a cena adorável, e os cantos de seus lábios se curvaram ligeiramente, de forma inconsciente.
O funcionário ao lado não pôde deixar de comentar:
— Senhor, sua filha é muito fofa.
Ao ouvir isso, as pupilas de Sebastião Santos tremeram.
Ele virou a cabeça para o funcionário:
— Minha filha?

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