Sob a luz fraca da sala de observação, ele tinha uma aparência bonita, mas com um ar doentio.
O homem deu um sorriso frio para Alice: — Diretora Almeida, você realmente se preocupa comigo.
Alice curvou os lábios em um sorriso: — É o mínimo, afinal, você é meu grande benfeitor.
Enquanto falava, ela se sentou no lugar mais distante de Sebastião.
— Que bom que se lembra. — Sebastião olhou para onde Alice havia se sentado, e seu olhar escureceu. — Então, Diretora Almeida, você já pode cumprir a sua promessa?
O coração de Alice apertou. O que tinha que acontecer, aconteceria, mas ela não esperava que fosse naquele momento.
Ela olhou para os olhos ligeiramente zombeteiros de Sebastião e apertou os lábios: — Tudo bem, pode falar. O que você quer?
Naquele momento, Alice estava tensa, olhando para Sebastião como se esperasse por um julgamento.
Sebastião a encarou, franzindo levemente a testa. A expressão de quem estava pronta para a morte dava a impressão de que ele era um vilão que ia obrigar uma mulher inocente a fazer algo contra a sua vontade.
Mas, na verdade, seus pensamentos estavam, de fato, cheios de egoísmo...
— Alice, eu quero que você...
— Espere um momento. — Alice ergueu a mão para interromper Sebastião e olhou para o celular. A ligação era do advogado responsável pela mudança da guarda da criança.
Ela olhou para Sebastião com urgência: — É o advogado.
O olhar de Sebastião travou, e o fogo em seus olhos esfriou gradualmente. Ele ergueu a mão: — Atenda primeiro.
Alice atendeu rapidamente. A coisa mais importante agora era a mudança da guarda de Gabriela.
A ligação foi completada, e a voz do advogado soou no telefone.
Alice ouviu em silêncio, enquanto Sebastião a observava em silêncio.
— Você disse que ela quer me ver? — Alice franziu levemente a testa, com relutância nos olhos, mas acabou concordando: — Tudo bem.
Ao desligar o telefone, ela ergueu os olhos e encontrou o olhar questionador de Sebastião.

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