Ele sabia que era impossível que Alice Almeida estivesse do lado de fora da porta.
Mas, naquele momento, ele sentia uma saudade que o estava enlouquecendo por Alice.
Mesmo tendo dito a si mesmo inúmeras vezes para não incomodá-la, ele ainda não conseguia conter os impulsos de seu coração.
Por isso, ele ligou. Sabendo perfeitamente que sua ligação provocaria a aversão de Alice, ele ainda assim ligou.
Ligou repetidas vezes; se um número não funcionava, tentava outro.
Em suma, ele precisava ouvir a voz de Alice!
Foi quando Jorge Cavalcanti, com sua persistência inabalável, ligou pela terceira vez, que a chamada finalmente foi atendida.
Durante todo esse tempo, sua vida estivera mergulhada em uma escuridão cinzenta, mas no instante em que a ligação foi completada, ele sentiu seu mundo se iluminar.
Alice havia atendido sua ligação.
Até que, pelo alto-falante, soou a voz de um homem.
— Diretor Cavalcanti, você ligando repetidas vezes assim é realmente irritante.
A voz preguiçosa, porém carregada de autoridade, de Sebastião Santos ecoou de forma imponente no telefone.
O coração de Jorge se apertou. Ele afastou o celular do ouvido e olhou para a tela, confirmando que havia ligado para Alice.
Ao ver o nome de Alice na tela, o brilho de seus olhos se apagou instantaneamente.
Ele já tinha reconhecido quem era o homem assim que ouviu a voz. Não era nem a primeira vez que escutava esse tom em uma ligação para Alice. Mesmo assim, ele perguntou, se negando a aceitar a realidade: — Quem é você?
Houve uma pausa de dois segundos do outro lado da linha, seguida pela voz arrogante do homem: — Sebastião.
Embora fosse apenas um nome, Jorge ainda conseguiu captar o desdém e a provocação no tom do outro. Sua voz começou a tremer levemente: — Por que o celular de Alice está com você?


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Os comentários dos leitores sobre o romance: Não Quero Mais Ser A Sra. Cavalcanti!