Alice sabia que a pequena estava apenas lendo as palavras no chão, e não a chamando.
Mas, ao ouvir o "mamãe" levemente trêmulo de Gabriela, seu coração também estremeceu.
— Sim, isso mesmo, você leu tudo certinho. — Alice disse com um sorriso, tentando ao máximo parecer natural. — Então, que palavra vamos aprender agora?
— Mamãe. — A pequena Gabriela repetiu, erguendo os grandes olhos para olhar para Alice.
Alice ficou atônita por um instante, mas logo respondeu:
— Certo, você falou muito bem. Vamos aprender outras palavras agora...
Enquanto falava com uma expressão natural, Alice começou a escrever no chão com um graveto.
Nesse momento:
— Mamãe.
A mão de Alice, que escrevia, parou bruscamente. Ela ergueu a cabeça e olhou para Gabriela com espanto.
— O que você disse?
— Mamãe... — A pequena Gabriela olhou para Alice e repetiu. Sua voz tremia um pouco e seu olhar desviava.
— Você... — Um nó se formou na garganta de Alice, e ela perguntou, incrédula, para confirmar: — Você está me chamando, não é?
A pequena Gabriela apertou os lábios e, em seu rostinho pálido, surgiu um raro tom avermelhado.
Ela estava com vergonha...
— Você... pode me chamar mais uma vez? Eu não ouvi direito. — O olhar de Alice tornou-se ansioso.
Sob o olhar cheio de expectativa de Alice, a menina ficava cada vez mais sem jeito.
Justo quando Alice pensou que a pequena não a chamaria de novo e que deveria se contentar com o que já tinha conseguido.
A voz infantil e terna da pequena Gabriela soou novamente:
— Mamãe.
Desta vez, a pequena a chamou olhando diretamente para ela.
Ao confirmar com os próprios olhos que aquele "mamãe" era direcionado a ela, os olhos de Alice marejaram instantaneamente.
— Sim, isso mesmo, eu sou a mamãe, sou a sua mamãe.
Alice abraçou Gabriela com força. Ela achava que ainda precisaria esperar um bom tempo até que a criança aceitasse totalmente aquele fato e a aceitasse como mãe.

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