Alice ficou olhando para aquela linha de conclusão por um longo tempo, com os dedos finos pressionando levemente a palavra "apoia-se".
Naquele momento, ela não sabia como descrever o que estava sentindo.
Quando voltou a si, as lágrimas já haviam molhado seu rosto.
A pequena Gabriela pareceu sentir algo e abriu os olhos sonolenta. Ainda meio adormecida, viu as lágrimas no rosto de Alice e acordou num sobressalto.
— Dona Alice...
— Não é Dona! — Alice secou as lágrimas, mas em um instante já estava chorando incontrolavelmente.
As emoções acumuladas por tanto tempo pareciam ter sido despejadas de uma só vez naquele momento.
O casamento errado com Jorge Cavalcanti, a traição do marido e do filho.
A saída daquela casa, o divórcio...
Até o desaparecimento de Júlio Cavalcanti, que trouxe à tona a verdade sobre o erro do passado e a troca dos bebês por Camila Cavalcanti.
Desde descobrir que Júlio Cavalcanti, a quem criou por seis anos, não era seu filho, até saber que sua filha biológica quase morreu e acabou sendo vendida pela Família Correia por 5.000 reais.
Cada um desses eventos foi um golpe sufocante para ela.
Ela sempre dizia a si mesma para não se desgastar internamente, para olhar para frente, para ser forte...
Ela dizia a todos que estava bem, que estava ótima. Mas só ela sabia que nunca esteve bem...
Especialmente durante o período em que procurava a filha, ela não ousava parar, porque se parasse, entraria em pânico...
Todo aquele aperto e medo que a fazia segurar a respiração por tanto tempo sumiu de uma vez quando ela leu o laudo de DNA.
Ela encontrou sua filha!
— Não é Dona... não é... — Alice chorava sem fôlego, perdendo completamente a compostura habitual.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Não Quero Mais Ser A Sra. Cavalcanti!