Originalmente, ela só queria que Sebastião ajudasse a encontrar Sarnento, mas não imaginava que ele não apenas encontraria Sarnento, como também encontraria diretamente a sua filha.
Embora não soubesse quais métodos Sebastião havia usado para ajudá-la a encontrar a pessoa em tão pouco tempo.
Mas se não fosse por ele, ela não sabia quanto tempo mais levaria para encontrar a filha.
Na pequena varanda ao lado, Sebastião observou Alice vestindo seu casaco e os cantos de seus lábios se curvaram de forma quase imperceptível.
O casaco largo envolvia completamente o corpo esguio da mulher, revelando apenas uma bela cabecinha que, naquele momento, não parecia tão fria nem tão agressiva.
Sebastião sentiu uma sensação estranha no peito. Sem explicação, sentiu uma vontade louca de se aproximar mais de Alice.
Ao perceber que estava tendo um pensamento tão pervertido, os alarmes soaram em sua cabeça.
Aquele sorriso que começava a se formar nos lábios foi reprimido à força quando ele notou que a situação estava fugindo do controle.
Quando Alice olhou para ele, viu Sebastião com a cara fria e sem nenhuma emoção.
Sebastião tossiu levemente, com os olhos semicerrados, sem sequer olhar diretamente para Alice: — Você não precisa me agradecer, apenas lembre-se do que me prometeu.
Os cílios de Alice tremeram. Ela, naturalmente, não esqueceria o que havia prometido a Sebastião.
Especialmente agora, quando Sebastião havia superado todas as expectativas em sua missão.
— Eu não esqueci... — Alice disse suavemente.
Sebastião assentiu com satisfação: — Que bom que não esqueceu. Mas foi você quem disse que, desde que não violasse a lei e a moralidade pública, eu poderia pedir qualquer coisa e você me atenderia, certo?
As mãos de Alice, escondidas sob as longas mangas do casaco do homem, se apertaram. Ela certamente assumiria o que havia dito: — Sim, é verdade.

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