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Não Quero Mais Ser A Sra. Cavalcanti! romance Capítulo 471

Virando a cabeça, ela olhou novamente para Dona Benedita Gomes: — Sua casa? Esta casa não foi alugada com o meu dinheiro?

Dona Benedita engoliu em seco, com os olhos tão arregalados que pareciam prestes a sangrar.

— As coisas dentro da sua casa não foram compradas com o meu dinheiro? — Alice Almeida olhou para o interior da residência através da porta aberta.

Elas até assistiam televisão, mas, apenas por pena de gastar um pouco com a conta de água, faziam Gabriela arrastar sozinha uma bacia cheia de roupas até o poço na Encosta dos Destroços para lavar!

— Eu só aceitei ajudar a família Gomes a quitar as dívidas por causa da Gabriela. Todo o dinheiro que enviei para cobrir os gastos era para ela. Você prometeu tratá‑la bem e não cumpriu. Agora você e sua filha gastam o dinheiro que era para a menina e ainda maltratam ela. Isso não faz o menor sentido. Eu não vou mais ser a boba que dá dinheiro de graça para todo mundo.

Alice Almeida lançou um olhar gélido para Dona Benedita e, em seguida, disse aos dois guarda-costas: — A casa pertence ao proprietário, não mexam na estrutura. Mas os objetos lá dentro foram todos comprados por mim. Quebrem. Podem quebrar tudo.

— Você... você... — Dona Benedita recuou dois passos, apressando-se em bloquear a porta com o próprio corpo. — O dinheiro que me deu é meu, tudo aqui é meu, se você ousar quebrar... é crime!

Alice Almeida sorriu: — Quer falar de leis comigo? Tudo bem! Então vamos esperar para ver. Vamos ver se a lei pune primeiro você, uma agressora, ou a mim. — Ela se virou para os dois guarda-costas. — Quebrem!

Atrás dela, Sebastião Santos observava Alice com um olhar profundo, os lábios levemente curvados para cima.

Vendo os dois homens robustos se aproximarem da casa, a mulher magricela tremeu as pernas de pavor: — C-como nós maltratamos a criança! Ela é só uma bastarda! Minha mãe a criou até essa idade, deu de comer e beber, isso já é muito bom, como isso é maltrato!

Bastarda de novo. Essa já era a segunda vez que Alice ouvia essa palavra sair da boca da filha de Dona Benedita.

No entanto, as palavras da mulher magricela não surtiram efeito algum.

Os olhos de Dona Benedita estavam arregalados, assustadoramente vermelhos.

Ela fixou o olhar em Gabriela, que estava nos braços de Sebastião: — Gabriela! Sua garota inútil! Você vai ficar aí olhando sua avó ser humilhada por eles! Eu te criei à toa! Morda eles! Morda até a morte!

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