Daniel Duarte, que dirigia na frente, falou naquele momento:
— Por isso, Srta. Almeida, estamos indo para a serra agora mesmo. Fique tranquila, o patrão já organizou tudo. Faremos o possível para que, assim que chegarmos, você possa fazer o teste de DNA com a menina imediatamente.
Alice assentiu com força, os olhos vermelhos, enquanto abria a foto que Zeca lhe enviara.
Quando a vira antes, sua atenção estava totalmente voltada para Gabriela, e ela sequer notara a foto atrás de Dona Benedita.
A foto não era preta e branca, e sim um retrato colorido de corpo inteiro. Catarina provavelmente não tinha percebido que era uma foto de pessoa falecida, por isso tinha feito aquele comentário de forma tão espontânea.
Agora, Alice observava o homem na foto; de fato, ele tinha o rosto muito comprido, com feições que lembravam um cavalo.
E o homem também tinha uma pinta no rosto, bem do lado direito do nariz.
Dona Benedita não colocaria a foto de um estranho em sua casa sem motivo, o que significava que aquele homem devia ser o seu filho que já tinha morrido.
E as características daquela pessoa batiam perfeitamente com a descrição de Sarnento feita pelo homem da perna quebrada no dia anterior.
A única diferença era que tanto o homem da perna quebrada quanto a família Correia haviam se lembrado errado da posição da pinta no rosto de Sarnento.
Mas, de qualquer forma, estava confirmado: o filho falecido de Dona Benedita era Sarnento!
Alice ampliou a foto na tela do celular, e seu olhar pousou, por fim, na pequena Gabriela.
A menina ainda vestia as roupas novas que ela havia comprado.
Ao ver os cantos dos lábios da criança caídos e o olhar silencioso, as lágrimas voltaram a encher os olhos de Alice.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Não Quero Mais Ser A Sra. Cavalcanti!